segunda-feira, outubro 5, 2026

O Último Suspiro do Baratismo: A Trajetória, as Sombras e o Legado de Hélio Gueiros na Política Paraense

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Imagem Ilustrativa, gerada com IA.

Uma análise investigativa sobre o líder que uniu a retórica democrática ao coronelismo amazônico, redefinindo o Pará entre a ditadura e a Nova República

A política na Amazônia ferve com a mesma intensidade de um tacacá servido no fim de tarde. E no centro dessa panela de pressão histórica, uma figura magnética, sedutora e implacável moldou as engrenagens do Pará que conhecemos hoje.

Poucos homens dominaram a arte da sobrevivência política como ele. Prepare-se para mergulhar nos bastidores do poder.

⚡ O que você vai descobrir neste artigo:

  • Os bastidores do poder: Como as oligarquias e a mídia foram instrumentalizadas na Amazônia.
  • Por que isso importa: Entenda a transição explosiva da ditadura para a Nova República no Norte do Brasil.
  • O benefício direto: Lições sobre influência, persuasão e gestão de crises que os livros tradicionais escondem.

📊 Resumo Rápido: O Legado em 5 Pontos

  • 🔥 Herdeiro do “baratismo”, dominou a política paraense unindo populismo e controle midiático.
  • 🚫 Cassado pelo AI-5, ressurgiu como uma das vozes mais contundentes das Diretas Já.
  • 💰 Governador polêmico, marcou o estado com obras de impacto e profundo endividamento.
  • 🏙️ Prefeito inovador, reconfigurou Belém com a Avenida Doca e a Escola Bosque.
  • ⚖️ Imortalizou a perigosa máxima regional: “Lei é potoca”.

Introdução

A historiografia política da Amazônia brasileira no século XX e no alvorecer do século XXI é indissociável da figura complexa, magnética e frequentemente implacável de Hélio Mota Gueiros.

Nascido em Fortaleza, no Ceará, no dia 12 de dezembro de 1925, e falecido em Belém, no dia 15 de abril de 2011, aos 85 anos, Gueiros construiu uma das trajetórias públicas mais longevas, contraditórias e influentes da história do estado do Pará.

Advogado de formação, jornalista por vocação e político por imperativo das circunstâncias, ele encarnou, com notável precisão, as transições mais agudas do poder regional.

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Ao longo de mais de meio século de vida pública, Hélio Gueiros ocupou quase todos os postos de proeminência na hierarquia institucional brasileira.

Iniciou sua carreira como promotor público no interior amazônico, avançando para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador da República, governador do Estado do Pará e, em seu ocaso administrativo, prefeito da capital, Belém.

Contudo, a relevância histórica de Gueiros transcende a mera soma de seus mandatos eletivos. Ele foi o mais bem-sucedido e último grande herdeiro do “baratismo” — a máquina política de cunho populista, centralizadora e autoritária forjada pelo interventor e governador Magalhães Barata a partir da Revolução de 1930.

Você sabia? A dualidade de Hélio Gueiros surpreendia até seus opositores. No plano nacional, projetou-se como um democrata inabalável. No plano regional, governava com mãos de ferro.

A análise de sua trajetória exige um rigoroso distanciamento crítico. Foi cassado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5) durante os anos de chumbo da ditadura militar e, posteriormente, brilhou na tribuna do Senado Federal como uma das vozes mais contundentes da redemocratização.

No plano regional, contudo, seu mandato como governador foi marcado por denúncias de clientelismo, aparelhamento midiático, severos ataques à imprensa independente e uma gestão fiscal que culminou no endividamento crônico do estado.

Em contrapartida, sua passagem pela prefeitura de Belém é amplamente reconhecida como um período de modernização urbanística e inovações pedagógico-ambientais que redefiniram a paisagem metropolitana.

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Compreender Hélio Gueiros é, portanto, decifrar as engrenagens operacionais da política amazônica. Sua biografia oferece uma lente privilegiada para examinar o peso das oligarquias e a força da oratória popular.

Contexto Histórico

Para situar a ascensão, as quedas e as sucessivas ressurreições políticas de Hélio Gueiros, é imperativo mapear o cenário socioeconômico e institucional do Brasil e, em especial, do Pará.

A Sombra do Baratismo e a Política Paraense

No Pará republicano, nenhuma força política foi tão avassaladora quanto a do coronel Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. Chegando ao poder em 1930, dominou o estado até 1959.

O “baratismo” consolidou-se como uma forma peculiar de caudilhismo amazônico. Combinava apelo popular, expansão burocrática e um combate encarniçado contra a oligarquia tradicional da capital.

Foi exatamente neste ecossistema de lealdades absolutas e retaliações severas que Hélio Gueiros foi moldado. Seu pai, o pastor presbiteriano Antônio Teixeira Gueiros, já era figura de proeminência. No entanto, foi Barata quem inseriu o jovem advogado na engrenagem do poder real.

A Ditadura Militar e o Bipartidarismo

Com a imposição do bipartidarismo em 1965, as velhas elites precisaram ser reorganizadas. A oposição foi empurrada para o MDB. Hélio Gueiros filiou-se ao MDB em 1966, tornando-se uma voz incômoda no legislativo nacional.

Foi sumariamente silenciado pelo recrudescimento do regime ditatorial em 1969. O período de exceção, paradoxalmente, purificou a imagem pública de muitos políticos, transformando-os em mártires da resistência democrática.

A Redemocratização e o Papel da Mídia

O pleito de 1982 representou um divisor de águas. O PMDB conquistou governos fundamentais. No Pará, a aliança “Jader-Gueiros” dominaria a política estadual de forma quase ininterrupta pela década seguinte.

Um elemento estruturante indelével da política paraense era o peso dos conglomerados de comunicação. As disputas pelo poder ocorriam primordialmente nas páginas dos jornais e nos noticiários televisivos.

As narrativas midiáticas transformaram a história. Hoje, você acompanha tudo com a mais alta definição. Atualize sua tela com as melhores opções em TV e Vídeo.

Gueiros sabia instrumentalizar a mídia de massa como poucos líderes de sua geração. Seus acordos e rompimentos com grupos midiáticos definiram a dinâmica do Pará nos anos 80 e 90.

Pouca gente percebe, mas… A capacidade de manipular a opinião pública através de editoriais afiados foi a verdadeira arma secreta que manteve Gueiros no topo por tantas décadas.

Trajetória Política

A curva ascendente da vida pública de Hélio Mota Gueiros é um testamento cabal de resiliência e adaptação maquiavélica.

Início da Vida Pública e o Silêncio do AI-5

Graduado em Direito em 1949, sua verdadeira imersão política deu-se em 1958, sob influência direta de Magalhães Barata. Foi enviado como promotor a Santarém, forjando o estofo necessário para o interior caboclo.

Elegeu-se deputado federal em 1966, destacando-se contra o autoritarismo. O preço? Seu mandato foi cassado em dezembro de 1969 pelo AI-5, forçando-o a recuar para a advocacia e o jornalismo de bastidores.

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O Senado Federal (1983-1987) e o Governo do Pará

O retorno triunfal ocorreu sob a Lei da Anistia. Eleito Senador em 1982, sua oratória vibrante nas “Diretas Já” o consagrou nacionalmente. Logo após, foi eleito governador do Pará (1987-1991).

O período no Palácio dos Despachos, todavia, provou-se turbulento. O descontrole das contas públicas, empréstimos externos e escândalos administrativos minaram seu capital político, gerando um rompimento irremediável com Jader Barbalho.

A Prefeitura de Belém (1993-1997) e o Ocaso

Isolado, migrou para o PFL e elegeu-se prefeito de Belém. Ironicamente, este é reverenciado como o momento mais fecundo de sua carreira gerencial, com intervenções urbanísticas que resgataram a autoestima da cidade.

Apesar de sair com alta aprovação, sua força eleitoral declinou. Sua última incursão nas urnas foi em 2004, sofrendo uma derrota acachapante. Faleceu em 2011, lidando com insuficiência renal.

Principais Realizações

A capacidade de executar obras visíveis que alteravam palpavelmente o cotidiano da população foi sua grande marca administrativa.

  • Reurbanização da Avenida Doca de Souza Franco: Transformou um canal fétido em área de valorização imobiliária.
  • Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira: Ensino integral e formação técnica para jovens ribeirinhos, alinhada à sustentabilidade.
  • Programa “192-Urgente”: Antecipou o conceito do SAMU, salvando milhares de vidas na capital.
  • Restauração de Patrimônios: Recuperação do Palácio Antônio Lemos e do Bosque Rodrigues Alves.

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Controvérsias e Críticas

Aqui está o ponto mais importante: A história não é feita apenas de inaugurações e discursos bonitos. Os bastidores cobram seu preço.

O rompimento com Jader Barbalho revelou a calamitosa situação fiscal do estado. Hélio Gueiros deflagrou uma guerra midiática usando a publicidade oficial como arma partidária para aniquilar reputações.

A relação com jornalistas independentes era persecutória. O episódio com Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal) revelou um líder que ofendia e ameaçava duramente quem escapava de sua teia de influência.

Um dos capítulos mais sombrios foi o Massacre da Ponte de Marabá (1989). Centenas de garimpeiros bloquearam a ponte, e a desobstrução policial violenta resultou em mortes e desaparecimentos até hoje sem apuração oficial conclusiva.

Curiosidades Históricas

  • “Lei é potoca”: A expressão amazônica imortalizada em seu governo, revelando que a vontade política superava os entraves legais.
  • “Dívida de campanha não se paga”: Máxima pragmática que arruinou parceiros do setor privado.
  • A Dualidade do Vocabulário: Redigia editoriais eruditos, mas descia ao linguajar chulo nas brigas políticas.

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Legado

A avaliação histórica de Hélio Mota Gueiros exige o abandono do maniqueísmo. Ele desponta como a representação arquetípica do poder regional brasileiro: dono de refinada visão de modernidade, mas adepto da intimidação e do clientelismo.

Articulou a transição da ditadura, impulsionou o urbanismo de Belém, mas deixou feridas purulentas de irresponsabilidade fiscal e truculência policial.

Com seu suspiro final, sepultou-se a última vértebra ativa do “baratismo”. Uma memória que continua a assombrar e inspirar o debate público no Norte do país.

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Artigo Completo escrito em Português Paraense

Hélio Gueiros Jovem – Imagem Restaurada com IA

Quem Foi o Homem chamado el Papudinho: A Vida Louca,Invocada, Banda Voôô de Hélio Gueiros no Pará

Olha o papo desse bicho: falar de política na Amazônia sem arreparar na figura de Hélio Mota Gueiros é conversa fiada, papo furado puro! O caboco nasceu lá pelas bandas de Fortaleza em 1925, mas fincou o pé e fez morada aqui no nosso chão até fazer a varrição da vida em Belém no ano de 2011, com 85 anos nas costas. Advogado formado, jornalista dos bons e político que não deixava nada passar batido, o sujeito era ladino que só a gota, mandando e desmandando nas transições de poder do nosso estado.

Ao longo de mais de meio século de lida pública, o homem não ficou de touca: começou ralando como promotor lá pelas beiradas do interior, virou deputado estadual, pulou pra deputado federal, sentou na cadeira de senador, virou governador do Grão-Pará e ainda pegou a prefeitura de Belém! Mas não te faz de leso achando que era só mandato na conta: ele foi o derradeiro e mais afiado herdeiro do baratismo — aquela máquina política enfezada e centralizadora inventada por Magalhães Barata desde 1930.

Do Palanque Nacional pras Encrencas do Poder Regional

Arrepara só nos contrastes do camarada:

  • Duro na Queda em Brasília: Lá fora, o bicho peitou a ditadura militar até ser cassado pelo AI-5 e depois virou uma das vozes mais porrudas do Senado nas Diretas Já.

  • No Governo do Estado: Quando assumiu o comando do Pará, o caldo entornou com denúncia de aparelhamento de jornal, pressão em cima da imprensa e uma conta tão tebuda que deixou o estado liso, quebrado e devendo até as calças.

  • Na Prefeitura de Belém: Deu uma indireitada na cidade, meteu obras modernizantes e criou projetos ambientais que mexeram com a rotina da cabocada toda.

Entender esse caboco é sacar como funciona a engrenagem bruta da política por aqui: o peso dos coronéis, o poder da fala pra arrastar multidão no Ver-o-Peso e a eterna disputa entre o compadrio antigo e a modernização da nossa terra.

Imagem Ilustrativa criada com IA.

A Trajetória Maceta de Hélio Gueiros: De Governador Brocado a Prefeito Só o Filé

Para tu te orientares nas subidas, quedas e retornos pai d’égua de Hélio Gueiros na política, primeiro a gente tem que dar uma espiada de butuca no cenário socioeconômico e partidário do Brasil e, principalmente, do nosso Pará, ali pro final do século XX. O ambiente onde Gueiros se criou e operou era na base da modernização conservadora. Não tinha lero lero: a elite daqui negociava na maciota com o governo federal em troca de dinheiro e poder no pedaço.

A Sombra do Baratismo e a Política Paraense

No tempo da República no Pará, ninguém foi tão porrudo no poder quanto o coronel — e depois general — Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. O bicho chegou no poder na Revolução de 1930 e dominou tudo por aqui, direta ou indiretamente, até morrer de câncer em 1959. O “baratismo” não era potoca, não! Era uma mistura de apelo popular, expansão da máquina pública lá pra caixa prego do interior, e muito pé de porrada contra a velha oligarquia da capital, que vivia cheia de pavulagem nos jornais, tipo a Folha do Norte.

Foi bem no meio desse furdunço de lealdade e vingança que Hélio Gueiros tomou forma. O pai dele, o pastor presbiteriano Antônio Teixeira Gueiros, já era muito cabeça e um caboco de respeito (deputado estadual e federal). Mesmo o Pará sendo católico até o tucupi, a família Gueiros tinha uma autoridade moral de dar inveja. Mas foi o Magalhães Barata que enfiou o jovem advogado Hélio na roda do poder de verdade. A tática do Barata era selada: ele pegava os garotos recém-formados e mandava lá pro interior pra garantir o domínio do PSD. Se o cara dissesse não pro “convite”, levava o farelo e ficava na roça pra sempre.

Hélio, que nasceu no Ceará mas virou papa-chibé rapidola, tinha se formado em Direito em 1949. Ele gostava mesmo era do agito da capital, mas o Barata mandou ele se aquietar e ir ser promotor lá em Santarém. Essa temporada lá no interior caboclo tirou a caboquice dele e deu o estofo político que ele precisava. Depois disso, o bicho meteu a cara, se elegeu deputado estadual e fez um mandato cheio de estripulia entre 1963 e 1967.

A Ditadura, o Bipartidarismo e o AI-5

Em 1964 deu o bug com a ditadura. O governo enfiou o bipartidarismo goela abaixo em 1965, e as elites do PSD e da UDN tiveram que dar seus pulos. Aqui no Pará, a ARENA engoliu a galera conservadora, principalmente Jarbas Passarinho e Alacid Nunes, que ficavam só no revezamento ali no Palácio dos Despachos.

Hélio, que não era leso, foi pro MDB em 1966 e se elegeu deputado federal. Lá em Brasília, ele falava sem embaçamento, descendo a lenha no regime militar. Era uma coragem discunforme num estado cheio de militar, o cara era pulso! O preço? Em 1969, com o AI-5, deram um passa-fora nele: cassaram o mandato e suspenderam os direitos políticos por dez anos. Hélio embiocou, voltou pra advocacia e pro jornalismo, só na mutuca esperando a hora de voltar. E olha já: a ditadura acabou fazendo o povo ver ele não como um velho oligarca, mas como um herói de rocha da democracia.

A Redemocratização e o Furdunço do PMDB

Em 1979, com a Lei da Anistia, a galera cassada voltou daora pra vida pública. O MDB virou PMDB e juntou todo mundo que queria dar uma pisa na ARENA (que já tinha virado PDS).

A eleição de 1982 foi chibata! O PMDB se aproveitou da murrinha do regime militar e levou o governo. Jader Barbalho foi pro governo e Hélio Gueiros pro Senado, quebrando a marra do Jarbas Passarinho. Essa dupla “Jader-Gueiros” ficou enrabichada no poder por muito tempo. No Senado, Hélio era o bicho. Na época das Diretas Já, em 84, ele gritava pedindo o poder pro povo. Quando não deu certo, ele não ficou chorando pitangas: articulou nos bastidores e garantiu a vitória de Tancredo Neves em 85. O caboco manjava muito das leis e ajudou a montar a Nova República.

A Mídia e a Pavulagem

No Pará, a política sempre foi resolvida na porrada dentro dos jornais. A família Maiorana (O Liberal e TV Liberal) e depois o Jader (Diário do Pará) criaram um campo de batalha maceta. Gueiros, que já tinha sido jornalista escovado no tempo do Barata, sabia botar a mídia no bolso. Ele fazia acordo, quebrava pau, chamava os outros de boca mole e ia pra cima da imprensa alternativa sem pena.

O Governo do Pará: O Topo e a Pissica

Em 86, Hélio tava buiado de votos e virou governador com o pé nas costas, juntando o PMDB com o PFL. Só que o governo dele foi um toró de problemas. O cara fez muita obra e assistencialismo? Fez! Mas pra isso ele encheu o estado de dívida até não querer mais, fazendo rolos gigantescos com empreiteiras tipo a Andrade Gutierrez.

Quando terminou o mandato, o estado tava liso, na roça mesmo, dando passamento. Isso rendeu uma briga feia com o Jader Barbalho, que pegou o governo depois e disse que encontrou só a terra arrasada. O negócio foi feio e o rompimento foi selado.

A Prefeitura (1993-1997) e o Fim da Linha

Puto com o PMDB, Hélio pegou o beco pro PFL e meteu a cara pra ser prefeito de Belém em 1992. O povo amava ele, e ele conseguiu derrotar o candidato do Jader, assumindo a prefeitura em 93.

E não é que o velho arrebentou? Depois de um governo do estado todo avacalhado, a prefeitura dele foi só o creme mano! Em quatro anos, ele fez um monte de obra pai d’égua e levantou a autoestima da galera de Belém. Saiu de lá aplaudido.

Mas aí o tempo passou e a idade chegou. Nos anos 2000, o caboco já tava mofino e o povo cansado das velhas raposas. Tentou ser deputado em 2002 e ficou na suplência. Em 2004, foi tentar a prefeitura de novo e apanhou mais do que vaca quando entra na roça: não tirou nem 10% dos votos. Passou os últimos anos quieto lá no bairro do Marco, sofrendo dos rins, até que foi pro céu em 15 de abril de 2011, deixando uma história que é de cair o cu da bunda de tão cheia de altos e baixos.

Principais Realizações

O legado físico e institucional de Hélio Gueiros encontra-se concentrado em sua atuação no Executivo, tanto na esfera municipal quanto na estadual. Sua principal virtude administrativa residia na capacidade de executar obras visíveis que alteravam palpavelmente o cotidiano da população. A seguir, uma análise detalhada das realizações que pautaram sua vida pública.

Hélio Gueiros Jovem – Imagem Restaurada com IA
Área de Atuação Realização Principal Período Contexto e Impactos
Infraestrutura e Urbanismo Reurbanização da Avenida Doca de Souza Franco 1993-1996 (Prefeitura) Gueiros empreendeu a macrodrenagem e pavimentação da “Doca”, transformando um canal fétido em um dos espaços de maior valorização imobiliária da Amazônia1. A obra atraiu a elite paraense, fomentou a verticalização e estabeleceu um novo polo comercial. Crítica: Opositores e urbanistas apontaram que a obra elitizou a área central enquanto bairros periféricos permaneciam sem saneamento básico.
Educação e Meio Ambiente Fundação Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira 1995-1996 (Prefeitura) Localizada na Ilha de Caratateua (Outeiro), foi concebida sob a influência dos debates globais da ECO-92. Com o apoio do consultor educacional Pedro Demo, instituiu o Subsistema Educacional para o Desenvolvimento Sustentável (SUEDS)24. Ofertava ensino integral e formação técnica (recursos pesqueiros, meio ambiente) para jovens ribeirinhos vulneráveis11.
Saúde Pública Criação do Programa “192-Urgente” 1993-1996 (Prefeitura) Antecipando em quase uma década o conceito logístico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em nível federal, Gueiros instituiu um sistema integrado de resgate e assistência pré-hospitalar que salvou milhares de vidas e modernizou a logística médica na capital1.
Administração e Política Institucional Reivindicação Fundiária das Terras do Pará 1987 (Governo Estadual) Em uma articulação de longo prazo iniciada por seu antecessor, Gueiros garantiu que o Presidente José Sarney assinasse a devolução das terras que se encontravam sob domínio da União para o estado do Pará29. Este ato foi fundamental para a autonomia territorial, planejamento agrícola e ordenamento fundiário do estado.
Cultura e Patrimônio Restauração de Símbolos Históricos (Palácio e Bosque) 1993-1996 (Prefeitura) A recuperação integral do Palácio Antônio Lemos (sede do governo municipal e do Museu de Arte de Belém) e do histórico Bosque Rodrigues Alves marcaram uma política de valorização da memória arquitetônica da Belle Époque amazônica1.
Desenvolvimento Regional Apoio ao Centur e Cultura Amazônica 1987-1991 (Governo Estadual) Investimentos focados na consolidação do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur) e na Fundação Cultural do Pará, transformando o espaço no principal palco de irradiação das manifestações artísticas do estado30.

A análise dessas realizações evidencia a preferência de Gueiros por obras de alta visibilidade e simbolismo cívico. O caso da Escola Bosque, especificamente, demonstra uma notável capacidade de capturar o zeitgeist global (a pauta do desenvolvimento sustentável impulsionada pela ONU e pela ECO-92) e materializá-lo em uma política pública local que formasse “indivíduos polivalentes” capazes de integrar conservação ecológica e geração de renda24. Embora a fundação tenha sofrido com descaracterizações burocráticas nas gestões seguintes, o pioneirismo do projeto concebido por sua administração permanece inconteste na literatura acadêmica25.

Os Furdunços e as Potocas de Hélio Gueiros

A longa jornada de Gueiros no poder foi cheia de furdunço, escândalos e uma rumpança doida. O bicho era carrancudo e pávulo (metido), não aceitava que dissessem “mas quando!” pra ele. Bora contar o papo desse bicho sem embaçamento.

O Pé de Porrada com Jader Barbalho

O maior pé de porrada foi quando ele arreiou a amizade com o Jader Barbalho. Em 1991, Jader assumiu o governo e disse que o Gueiros deixou o cofre na roça (liso), devendo até o tucupi. Gueiros ficou mordido, achou que era potoca e traição. Pra se vingar, deu uma de ladino e entupiu o jornal O Liberal de dinheiro público, só pra esbandalhar a imagem do Jader. Mas a verdade, di rocha, é que o Gueiros fez umas gambiarras feias com empréstimos em dólar, agindo feito um leso com o dinheiro do povo.

A Rixa com a Imprensa e o Lúcio Flávio Pinto

Com os jornalistas que não tavam na dele, o homem era escroto e vingativo. O caso mais estorde foi com o Lúcio Flávio Pinto. Depois que o jornalista contou as bandalheiras do governo, o Gueiros pegou ar e começou a mandar cartas xingando o cara de tudo que é nome, prometendo espalhar as ofensas pra deixar ele com o cu na mão. É de cair o cu da bunda: lá em Brasília o cara pagava de democrata, mas aqui no Pará, queria passar o sal (metaforicamente) em quem falasse mal dele, deixando os opositores dando passamento.

O Toró de Bala no Massacre de Marabá

O capítulo mais triste e de dar passamento foi o Massacre da Ponte de Marabá, em dezembro de 1989. Os garimpeiros trancaram a ponte cobrando seus direitos. Gueiros, no auge da malineza, mandou a polícia tirar os caras de lá de qualquer jeito, na base da bicuda e do tiro. Foi um toró de bomba e bala. Os garimpeiros, em pânico, pularam no rio. Morreu um bocado de gente e até hoje as autoridades tentam tapar o sol com a peneira. O Jornal Pessoal já dizia na época que foi um massacre selado.

Os Rolos da Galera e a Canelada no Xerfan

Pra fechar, a galera que andava na ilharga do governador tava sempre no meio de uns rolos com dinheiro público. Tinha esquema cheio de migué com casa popular e empréstimos no BASA pra buiar os amigos de campanha. Quando o empresário Sahid Xerfan foi cobrar uma grana de campanha, o Gueiros deu-lhe uma canelada (calote) das grandes, deixando o cara na roça. O governador aplicou na mente que dívida eleitoral não valia nada pra ele, provando que na política ele era duro na queda, mas cheio das potocas.

Hélio Gueiros Jovem – Imagem Restaurada com IA

Fala, maninho! Se tu queres ler a história sem embaçamento, te aprochega aqui no ver-o-peso.com! O texto não diminuiu um pingo, a gente só traduziu pra nossa Língua do Caboclo Paraense, que é só o filé. Presta atenção nesse causo estorde sobre a vida política do Hélio Gueiros.

Curiosidades: As Gaiatices de Hélio Gueiros no Poder

  • “A Lei é potoca“: Ainda que muita gente diga que quem inventou essa pérola (que significa que a lei é conversa fiada, mentira ou tolice) foi o coronel Magalhães Barata, quem fez a frase virar lenda na cabeça do povo foi o jeito bruto de Hélio Gueiros. O homem era um desguiado da burocracia, governava passando por cima das regras sempre que elas tentavam barrar a vontade dele. Ele provava di rocha que, no Pará, essa frase é que mandava no pedaço.

  • “Dívida de campanha? Eu choro!“: Gueiros deixou selado na política que dívida de eleição a gente simplesmente não paga. Ele dava uma canelada gigantesca e se recusava de frente a pagar as dívidas pesadas que fazia nas campanhas. O negócio foi tão feio que ele arruinou a vida de parceiros buiados do setor privado, que tinham bancado as ideias dele e no fim ficaram na roça, lisos da silva.

  • O Pastor no meio da tradição: No nosso Pará, que é muito católico e vive em torno da fulhanca santa que é o Círio de Nazaré, a raiz presbiteriana do Gueiros era um negócio bem diferente, fora do padrão. O pai dele, Antônio Teixeira Gueiros, tinha sido influenciado pelo missionário gringo George Butler. A família continuou agarrada na igreja protestante, o que deu a eles uma moral de gente séria e durona lá no começo do século.

  • Pavor da baixa da égua (O Interior): Mesmo que a caneta dele resolvesse a vida de garimpeiro, agricultor e caboclo ribeirinho que andava de casco, Hélio Gueiros tinha uma gastura disfarçada pela vida no mato. Ele nasceu da classe média que manja das leituras, odiava o interior amazônico e as dificuldades da selva. Ele só gostava do asfalto, dos gabinetes e das redações lá em Belém. Só pisou nos interiores mais afastados porque o Magalhães Barata lhe deu um enquadro piscológico: “ou vai pro interior, ou tu vai escafedeu-se (ser esquecido) pra sempre”.

  • A Dualidade do Vocabulário: A inteligência do bicho era maceta. Por muitos anos, ele foi o escritor misterioso e muito respeitado dos editoriais da política do jornal O Liberal. Ele escrevia num português que era muito firme, chique e intelectual. Mas, égua! Quando a briga ficava feia e ele mandava cartas pros rivais, o homem baixava o nível. Usava palavra escrota, suja e ameaçadora. Mostrava que era um político de sangue quente, que tirava o paletó de pavulagem e ia pro pé de porrada da rua em dois tempos.

Documentos e Fotografias Históricas

Pra quem quer pesquisar fundo e ficar de butuca nos documentos, fazer curadoria pra museu ou pra galera da imprensa ilustrar o causo do legado do Hélio Gueiros sem embaçamento, o melhor caminho é espiar e localizar as seguintes peças que tão guardadas lá pelos acervos públicos e institucionais:

 

Tipo de Imagem / Documento Possível Local de Busca Como Usar na Reportagem Legenda Jornalística Sugerida
Registros e Notas Taquigráficas de Discursos no Senado (1983-1987) Arquivo do Senado Federal / Diário do Congresso Nacional / Hemeroteca Digital Brasileira5. Ilustrar textualmente o ápice de sua retórica democrática durante as manifestações das “Diretas Já”. Na tribuna, Gueiros: a oratória firme e desafiadora que fez do Pará uma voz inadiável nos dias que precederam o fim do regime militar.
Atas da Comissão Mista da Anistia e da Constituinte (1985) Sistema de Arquivo da Câmara dos Deputados e do Senado19. Documentar seu papel central e pragmático na costura jurídica da transição e da pacificação nacional. No centro do poder: O senador preside a histórica Comissão Mista que pavimentou o caminho para a anistia e a nova Constituição do Brasil.
Fotografias da Inauguração da Doca e da Escola Bosque Acervo da Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL) / Funbosque1. Contrapor a gestão estadual caótica com a gestão municipal modernizadora e de impacto visual. O legado de pedra e verde: O prefeito Gueiros inaugura a Avenida Doca de Souza Franco, símbolo inconteste da ‘Nova Belém’.
Páginas e Manchetes do Jornal Pessoal (1989-1991) Acervo Digital do Jornal Pessoal / Bibliotecas da Universidade Federal do Pará (UFPA)9. Evidenciar a dura face repressiva (Massacre de Marabá) e os escândalos financeiros de sua gestão no estado. O escrutínio inabalável: Edição histórica em que o jornalista Lúcio Flávio Pinto expõe as profundas fissuras orçamentárias e humanitárias do governo estadual.
Cartas Pessoais a Opositores e Jornalistas Arquivos pessoais de jornalistas da época / Memórias publicadas em colunas investigativas8. Revelar os bastidores sombrios, a ironia mordaz e a agressividade do político para com seus críticos. O peso e o veneno da tinta: Em cartas estritamente privadas, Hélio Gueiros substituía a liturgia do alto cargo por graves intimidações e ofensas rasteiras.

Linha do Tempo

A cronologia a seguir sintetiza as oscilações dramáticas que definiram a vida pública do líder paraense:

 

Ano Evento / Cargo Importância Histórica
1925 Nascimento em Fortaleza (CE). Filho do influente pastor presbiteriano Antônio Teixeira Gueiros, transfere-se cedo para o Pará, imerso em rígida moral protestante1.
1949 Formatura em Direito pela UFC. Retorna definitivamente a Belém e é cooptado por Magalhães Barata para atuar como promotor público no interior (Santarém)1.
1958 Filiação ao PSD. Início formal e burocrático de sua militância político-partidária como braço intelectual da máquina do “baratismo”1.
1963-1967 Deputado Estadual pelo Pará. Primeiro cargo eletivo de proeminência, atuando no complexo período de transição que cercou o golpe de 19641.
1967-1969 Deputado Federal (MDB). Consolida-se como a grande voz de oposição civil ao regime militar no Congresso Nacional1.
1969 Cassação pelo AI-5. Perde os direitos políticos, fato que, a longo prazo, lhe garantirá a duradoura aura de mártir da resistência democrática3.
1979 Beneficiado pela Lei da Anistia. Retorna legalmente à vida pública institucional, coordenando a fundação e capilarização do PMDB no Pará15.
1982 Eleito Senador da República. Derrota o peso-pesado da Arena/PDS, Jarbas Passarinho, ancorado na exitosa chapa estadual de Jader Barbalho7.
1984-1985 Atuação na Transição Democrática. Posicionamento incisivo pelas “Diretas Já” e liderança das comissões mistas para a Constituinte e ampliação da Anistia política e militar5.
1987-1991 Governador do Pará. Período administrativo pontuado por grandes obras, mas manchado pelo explosivo endividamento externo, episódios de violência armada e a ruptura histórica com Jader Barbalho1.
1989 Massacre da Ponte de Marabá. Intervenção violenta da tropa de choque do estado, autorizada pelo governador, contra manifestantes garimpeiros32.
1993-1997 Prefeito de Belém (PFL). Fase de redenção administrativa focada em alto impacto urbanístico (Avenida Doca, Escola Bosque, 192-Urgente)1.
2004 Derrota na eleição municipal. Obtém votação marginal (menos de 10% dos votos), selando seu doloroso declínio eleitoral definitivo frente a novas lideranças de esquerda1.
2011 Falecimento em Belém (PA). Morre aos 85 anos, pondo fim à biografia do último elo vivo e institucional com o baratismo histórico1.
Helios Gueiros & Sarney

Eita, maninho! Já tô com o painel do WordPress aberto aqui. Pode deixar que esse texto sobre o legado do homem vai ficar só o filé pro nosso ver-o-peso.com. Traduzi tudinho sem embaçamento, botando aquela pimenta e o nosso linguajar pra galera ler e sentir o peso da história di rocha.

Confere aí como ficou o artigo:

O Legado de Hélio Gueiros: O Construtor e a Visagem do Pará Moderno

Pra falar de Hélio Mota Gueiros sem embaçamento, a gente tem que largar de mão essa história de achar que ele era só herói ou só vilão. Pros estudiosos que ficam de mutuca na história da nossa Amazônia, ele era a cara do poder regional no século XX. O bicho tinha uma cultura maceta e uma visão de modernidade muito firme. Só que, ao mesmo tempo, o cara era pulso! Nunca teve pena de usar a força, o clientelismo e de deixar os adversários na roça pra impor a vontade dele.

O Lado Pai d’Égua da História

A influência do homem na política do Pará foi um negócio tebudo (enorme). Hélio foi um dos cabeças que ajudou a tirar o estado da ditadura e trazer pra democracia, deixando a linha dura do regime militar na saudade com uma astúcia bem ladina.

Quando o papo é obra na prefeitura de Belém, o caboco entregou projetos só o filé. Ele deu aquela ajeitada na Doca de Souza Franco, deixando a área buiada e valorizada, e ainda teve a coragem de criar a Escola Bosque, que era pura inovação ambiental. Foram saltos pai d’égua de modernidade pra nossa capital que vivia esquecida.

A Rumpança e as Contas no Vermelho

Mas, égua! O tempo não perdoa, e a história não apaga a face carrancuda e autoritária da trajetória dele. O desrespeito que ele tinha com as contas públicas era de deixar qualquer um dando passamento. O homem fez umas dívidas porrudas que travaram o avanço social do estado.

E pior: quem batesse de frente, levava na bicuda. O jeito violento de tratar manifestantes e a imprensa livre — lembrando das ameaças escrotas contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto e a bandalheira da repressão policial no massacre da ponte de Marabá — são feridas que não fecharam. Foi sal puro na nossa história.

O Fim do Baratismo e a Lembrança que Fica

A galera escovada que escreve os ensaios de hoje deixa claro: quando Hélio Gueiros levou o farelo (faleceu), enterrou-se com ele o último osso vivo do “baratismo”. Ele conseguiu sobreviver ao seu padrinho político, modernizou o jeito de mandar pra era da televisão, mas manteve a essência intacta: a crença de que o dinheiro do Estado e a vida do povo tinham que se dobrar à força bruta da sua vontade.

A memória de Hélio Gueiros vai continuar rondando o debate público do Norte feito visagem. E não é por causa de historinha pra boi dormir de partido político não. É pelas contradições fascinantes e muitas vezes terríveis de um dos mais singulares construtores — e demolidores — do nosso Pará moderno. Selado!

Referências Bibliográficas

  • BRANCO, Joana L. M. Perfil de Outeiro e dos alunos da Escola Bosque. In: Secretaria Municipal de Educação. ESCOLA BOSQUE. Caminhos da Educação. Belém: PMB/SEMEC, 199637.
  • BRASIL. Assembleia Nacional Constituinte. Anais do Senado Federal e Câmara dos Deputados (1983-1988). Brasília: Diário do Congresso Nacional, 1984, 19855.
  • CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL (CPDOC). Biografia de Hélio Gueiros. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas (FGV)1.
  • COCOLO, Ana Cristina. Uma vida dedicada à Amazônia. Edição 2 – Entreteses. 201440.
  • FUNDAÇÃO ULYSSES GUIMARÃES. Vol. 01 – Tancredo Neves. Brasília, 20226.
  • KUCINSKI, Bernardo. Jornalistas e revolucionários. São Paulo, 199121.
  • MENDES, Danielle Cristina de Brito; GUTIERRES, Dalva Valente Guimarães. Funbosque. FINEDUCA – Revista de Financiamento da Educação, v. 11, n. 17, 202126.
  • PETIT, Pere. A história na chapa quente. Revista de Estudios Brasileños (REB), v. 3, n. 4, 201618.
  • PINTO, Lúcio Flávio. A Agenda Amazônica de um jornalismo de combate: O Último Suspiro do Baratismo e os herdeiros de Barata. Jornal Pessoal / Blog do Lúcio Flávio Pinto, edições históricas e análises (1987-2023)2.
  • PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Discursos do Presidente José Sarney (1987). Brasília: Biblioteca da Presidência, 198729.
  • REVISTA PIAUÍ. O Insubmisso – Parte 2 (Lúcio Flávio Pinto). Edição 235, UOL32.
  • VIEIRA, David Gueiros. O Protestantismo e a política no Brasil. Dissertações sobre George Butler e o presbiterianismo no Pará, 200814.

Sugestões de Fontes para Aprofundamento

Para pesquisadores, jornalistas investigativos e historiadores interessados em aprofundar a compreensão das estruturas de poder no Norte do Brasil através da lente da vida de Hélio Gueiros, recomenda-se a imersão nos seguintes acervos e publicações:

  1. Acervo Físico e Digital do Jornal Pessoal: As centenas de edições independentes editadas por Lúcio Flávio Pinto entre 1987 e o início do século XXI constituem a mais incisiva e bem apurada crônica das irregularidades fiscais e institucionais, sendo um contraponto fulcral às narrativas oficiais do Governo do Pará.
  2. Anais do Senado Federal (1983-1987): O Diário do Congresso Nacional abriga a íntegra das notas taquigráficas referentes às atuações de Gueiros na presidência da Comissão Mista da Anistia e durante a escalada pela aprovação das Diretas Já, fornecendo substrato primário para a análise de sua retórica de perfil republicano e democrático.
  3. Acervos da Biblioteca Arthur Vianna (Fundação Cultural do Pará – Centur): Essencial para o estudo dos periódicos cooptados e opositores durante a Era Baratista (Folha do Norte e os editoriais sem assinatura no jornal O Liberal, muitos deles de autoria do próprio Hélio Gueiros).
  4. Dissertações da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Historiografia Regional: Pesquisas sobre o Subsistema Educacional para o Desenvolvimento Sustentável (SUEDS) de 1993 a 1996 e os estudos de sociologia urbana focados na macrodrenagem da Avenida Doca de Souza Franco.

Orientações de Apuração

Antes da submissão final ou republicação de excertos desta reportagem em ambientes de rigor estrito, orienta-se aos editores e pesquisadores adotar as seguintes diretrizes profissionais de checagem metodológica (Fact-Checking):

  • Cruzamento de Versões: Devido à feroz partidarização da mídia no estado do Pará, nenhuma acusação ou defesa deve ser tomada a partir da leitura isolada dos jornais de grande circulação da época, como O Liberal (frequentemente alinhado aos interesses imediatos de Gueiros ou dos Maiorana) ou do Diário do Pará (de propriedade da família de Jader Barbalho). A apuração exige o contraste forçoso destas informações com fontes da mídia nacional (Folha de S.Paulo, Estado de S. Paulo) e da imprensa independente e acadêmica regional.
  • Número de Vítimas em Conflitos: Qualquer menção direta ao massacre da Ponte de Marabá (dezembro de 1989) e seus desdobramentos requer cuidadosa distinção de linguagem entre os números fornecidos pelos relatórios de inteligência da Secretaria de Segurança Pública da época (tendenciosos à minimização) e os dossiês formulados por entidades de direitos humanos e comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
  • Indicação de Limites de Autoria: Ao abordar as expressões icônicas “Lei é potoca” e “Dívida de campanha não se paga”, é mister esclarecer a distinção entre quem as cunhou e quem as incorporou como máxima de conduta administrativa, evitando difamação histórica. Asserções acerca de crimes financeiros ligados ao Banco da Amazônia (BASA) devem ater-se aos limites processuais transitados em julgado ou, na ausência destes, ao uso estrito do jargão jornalístico de “indícios documentados pelas autoridades investigativas”.

Referências citadas

  1. Hélio Gueiros – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Gueiros
  2. O último suspiro do baratismo | Observatório da Imprensa, https://www.observatoriodaimprensa.com.br/voz-dos-ouvidores/o-ultimo-suspiro-do-baratismo/
  3. BANDEIRA 3 – IMPRESSO ALTERNATIVO NA AMAZÔNIA EM, https://www.revistaterceiramargem.com/terceiramargem/article/download/22/25/115
  4. Gilberto Azevedo – Wikipédia, a enciclopédia livre, https://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Azevedo
  5. DO CONGRESSO NACIONAL – Diários da Câmara dos Deputados, https://imagem.camara.leg.br/Imagem/d/pdf/DCD17MAR1984.pdf
  6. Tancredo Neves: pensamentos e fatos / Organizado por: Elisiane da Silva – Fundação Ulysses Guimarães, https://fundacaoulysses.org.br/wp-content/uploads/2022/08/1397141567-vol-01-tancredo-neves.pdf
  7. 179 O GOLPE MILITAR-CIVIL E O PARTIDO DOS MILITARES (ARENA) NO ESTADO DO PARÁ, https://repositorio.furg.br/bitstreams/f59be1de-c41d-42bc-8bf8-f5d3652e997c/download
  8. Os herdeiros de Barata – O último suspiro do maior caudilho do Pará (5) | Lúcio Flávio Pinto, https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2023/12/22/os-herdeiros-de-barata-o-ultimo-suspiro-do-maior-dos-caudilhos-do-para-5/
  9. A Metalinguagem Amazônica do Alternativo Jornal Pessoal – Dialnet, https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/4790822.pdf
  10. O Pará e as suas elites – Lúcio Flávio Pinto, https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2023/06/27/o-para-e-as-suas-elites/
  11. políticas públicas e turismo: estudo de caso na ilha de caratateua (outeiro), distrito de – Setur PA, https://setur.pa.gov.br/sites/default/files/pdf/politicas_publicas_e_turismo_estudo_de_caso_na_ilha_de_caratateua.pdf
  12. A carta de Hélio Gueiros – Lúcio Flávio Pinto – WordPress.com, https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2018/02/05/a-carta-de-helio-gueiros/
  13. AS NARRATIVAS DAS IDENTIDADES REGIONAIS NA AMAZÔNIA PARAENSE, https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/12615/1/Mario%20Medice%20Barbosa.pdf
  14. narrativas, narradores e a memória do missionário e médico George William Butler Rogério de Carvalho – revista plura, https://revistaplura.emnuvens.com.br/anais/article/view/1266/1088
  15. ENTRE AS URNAS E AS TOGAS: Justiça eleitoral e competição política no Pará (1982/86), https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/ea90ef5e-cefc-4a63-9120-e6b311a38779/download
  16. .- – SUMARIO – Senado Federal, https://legis.senado.leg.br/diarios/BuscaPaginasDiario?codDiario=18329&download=true
  17. Câmara devolve mandatos aos cassados pela ditadura – 07/12/2012 – Poder – Folha de S.Paulo, https://m.folha.uol.com.br/poder/2012/12/1197391-camara-devolve-mandatos-aos-cassados-pela-ditadura.shtml
  18. O golpe civil-militar, a ditadura e as disputas políticas no Estado do Pará: 1964-1985 – Portal de Revistas da USP, https://revistas.usp.br/reb/article/viewFile/111766/109777
  19. Aliança une-se ao PDS e impede votação do plebiscito, https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/110202/1985_Out_17%20a%2030_041.pdf?sequence=1&isAllowed=y
  20. Jornal Pessoal, 22 anos – Observatório da Imprensa, https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/jornal-pessoal-22-anos/
  21. IMPRENSA E CONTRA-HEGEMONIA NA AMAZÔNIA: o caso do Jornal Pessoal TÍTULO Press and counter-hegemony in Amazon – PORTAL DE PERIÓDICOS DA PUCPR, https://periodicos.pucpr.br/estudosdecomunicacao/article/download/18459/17856/31512
  22. Jornal Pessoal: o metajornalismo cidadão, http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222008000300010
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  24. ARTIGO O SUBSISTEMA DE EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM BELÉM DO PARÁ: PROCESSOS E ASPECTOS CONJUNTURAIS (199 – Unicamp, https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/download/8670111/33793/169133
  25. educação ambiental como eixo articulador das ações pedagógicas na escola bosque, belém – ANPEd, https://anais.anped.org.br/sites/default/files/arquivos_13_1.
  26. Funbosque: remuneração dos professores de uma fundação pública para oferta de educação ambiental nas ilhas de Belém/PA1 – SEER UFRGS, https://www.seer.ufrgs.br/fineduca/article/viewFile/104552/64294
  27. Políticas Públicas, Trabalho e Educação na ilha de Caratateua, periferia amazônica de Belém/PA Public policies, work and e, https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/download/16590/4404/50428
  28. História da Vigilância Sanitária em Belém, Pará – ResearchGate, https://www.researchgate.net/publication/366913634_Historia_da_Vigilancia_Sanitaria_em_Belem_Para
  29. Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação – Geral de D, http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/ex-presidentes/jose-sarney/discursos/1987/102.pdf
  30. História do Livro Didático na Amazônia | PDF | Alfabetização | Aprendizado – Scribd, https://pt.scribd.com/document/587251540/Tavares-Sousa-2018-As-Representacoes-Do-Negro-Em-Um-Livro-Didatico-Uma-Analise-Discursiva-Critica
  31. Luto oficial de três dias em homenagem ao ex-governador Hélio da Mota Gueiros – Ioepa, https://www.ioepa.com.br/pages/2011/2011.04.18.DOE.pdf
  32. O insubmisso – revista piauí, https://piaui.uol.com.br/revista/235/o-insubmisso-parte-2-lucio-flavio-pinto/
  33. RIQUEZAS DA TERRA: PAISAGENS E OCUPAÇÕES NA SERRA LESTE DE CARAJÁS, https://repositorio.ufpa.br/bitstreams/09b90477-2e48-43fb-97ae-6462badfb361/download
  34. Mulheres entre Collor e – Fundação Biblioteca Nacional, https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/761036/per761036_1989_22479.pdf
  35. DO CONGRESSO NACIONAL – Senado Federal, https://www.senado.leg.br/publicacoes/anais/pdf-digitalizado/Anais_Republica/1984/1984%20Livro%203.pdf
  36. ANAIS DO SENADO, https://www.senado.leg.br/publicacoes/anais/pdf-digitalizado/Anais_Republica/1983/1983%20Livro%2013.pdf
  37. Maria Izabel Alves dos Reis GESTÃO, TRABALHO E ADOECIMENTO DOCENTE: CAMINHOS E DESCAMINHOS NA FUNDAÇÃO ESCOLA BOSQUE – ppged/ufpa, https://ppgedufpa.com.br/bv/arquivos/File/dissertacoes2009/dissertacaoizabelreis2007.pdf
  38. Senado Federal, https://www.senado.leg.br/publicacoes/anais/pdf-digitalizado/Anais_Republica/1984/1984%20Livro%201.pdf
  39. ANAIS DO SENADO, https://www.senado.leg.br/publicacoes/anais/pdf-digitalizado/Anais_Republica/1983/1983%20Livro%2010.pdf
  40. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS MESTRADO EM CI – TEDE – UFMA, https://tede2.ufma.br/jspui/bitstream/tede/5163/2/SONAYRADOSSANTOSCARNEIRO.pdf
  41. Andre Franklin Palmeira O Partido do Brasil: uma História do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (1980/2016)., https://www.historia.uff.br/stricto/td/1908.pdf
  42. A história na chapa quente (13) | Lúcio Flávio Pinto – WordPress.com, https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2016/12/09/a-historia-na-chapa-quente-13/

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