{"id":1173,"date":"2026-09-25T13:24:33","date_gmt":"2026-09-25T13:24:33","guid":{"rendered":"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/?p=1173"},"modified":"2026-09-25T23:46:01","modified_gmt":"2026-09-25T23:46:01","slug":"os-senhores-das-aguas-e-do-barro-a-reconstrucao-historica-e-cultural-da-arte-marajoara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/?p=1173","title":{"rendered":"Os Cabe\u00e7as das \u00c1guas e do Barro: A Hist\u00f3ria Pai d&#8217;\u00c9gua da Arte Marajoara"},"content":{"rendered":"<p id=\"p-rc_9c3f2a91b80b10a2-68\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua, mano, muito al\u00e9m daquela potoca de civiliza\u00e7\u00e3o perdida, as evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas mostram como os antigos l\u00e1 da Ilha de Maraj\u00f3 ajeitaram a paisagem da Amaz\u00f4nia<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">. Eles criaram uma arte maceta e deixaram um legado que, hoje em dia, \u00e9 duro na queda contra o tempo e as mudan\u00e7as de clima<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_9c3f2a91b80b10a2-69\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">Espia s\u00f3, a paisagem l\u00e1 do Maraj\u00f3, bem ali na boca do rio Amazonas, vive no compasso das \u00e1guas<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\">. No inverno, quando cai aquele pau d&#8217;\u00e1gua, os campos viram um mar de \u00e1gua doce, e os bichos e plantas t\u00eam que pegar o beco pros tesos para n\u00e3o irem pro fundo<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">. Foi bem nessa lida das \u00e1guas que, na virada de 2023 pra 2024, apareceu um fato novo, revelando um dos cap\u00edtulos mais urgentes da arqueologia nacional<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\">. Deu uma seca discunforme no Alto rio Anaj\u00e1s, e as barrancas erodidas deixaram de bubuia um monte de urnas funer\u00e1rias e peda\u00e7os de cer\u00e2mica milenares<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\">. Os cabocos ribeirinhos l\u00e1 da Pedra e do Laranjal deram o papo, e a equipe do Museu Goeldi junto com o IPHAN, puxados pela cabe\u00e7a da arque\u00f3loga Helena Pinto Lima, mapearam quatro s\u00edtios novos usando uns drones invocados com laser<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\">. S\u00f3 o fil\u00e9, mano!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_9c3f2a91b80b10a2-70\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Esse rolo todo n\u00e3o s\u00f3 mostrou que o nosso patrim\u00f4nio t\u00e1 ralado com essa emerg\u00eancia clim\u00e1tica, mas serviu de lembrete di rocha para a ci\u00eancia e pro povo<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\">. Debaixo daquela mata densa e dos campos alagados do Maraj\u00f3, t\u00e1 guardada a mem\u00f3ria de uma galera teba e muito firme, uma das sociedades mais complexas das Am\u00e9ricas<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. A tal da cultura Marajoara fez a cer\u00e2mica mais pai d&#8217;\u00e9gua e antiga desse nosso Brasil<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">. Seus vasos, urnas, tangas e estatuetas, cheios de desenhos labir\u00ednticos que s\u00e3o o bicho, n\u00e3o levaram o farelo com o tempo<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\">. Eles sobreviveram pra contar a hist\u00f3ria dessa cambada que dominou a paisagem, construiu colinas na ra\u00e7a e fez com\u00e9rcio de ponta muito antes das caravelas dos gringos aparecerem<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\">. Te mete!<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1176 size-large\" src=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-300x167.jpg 300w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-768x429.jpg 768w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-1536x857.jpg 1536w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-2048x1143.jpg 2048w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-150x84.jpg 150w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-696x388.jpg 696w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-1068x596.jpg 1068w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/marajoara-1920x1072.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo 1 \u2014 Antes da gringaiada: O babado da Amaz\u00f4nia e a raiz da cultura Marajoara<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_5a1595068732b51b-79\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua, mano, te senta a\u00ed que o papo \u00e9 di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">. Durante muito tempo no s\u00e9culo XX, a galera da arqueologia l\u00e1 de fora olhava pra nossa Amaz\u00f4nia e achava que aqui era s\u00f3 mato e mosquitada, olhando tudo por uma tal lente do determinismo ecol\u00f3gico. A premissa, defendida com unhas e dentes l\u00e1 pelas d\u00e9cadas de 1950 e 1960 por uns pesquisadores gringos do Smithsonian, tipo Betty Meggers e Clifford Evans, era de que a floresta seria um &#8220;para\u00edso ilus\u00f3rio&#8221;. Pra eles, o nosso ch\u00e3o lixiviado e o clima de tor\u00f3 di\u00e1rio n\u00e3o prestavam pra sustentar muita gente nem deixar florescer uma sociedade teba e complexa<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5a1595068732b51b-80\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">A\u00ed, quando eles bateram o olho na monumentalidade da cer\u00e2mica maceta l\u00e1 do Maraj\u00f3, a tal da Meggers ficou pagando e mandou: &#8220;Teu cu! Essa cultura n\u00e3o nasceu nessa ilha n\u00e3o!&#8221;<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\">. A mulher aplicou na jugular dizendo que era uma turma andina que veio descendo o rio e, quando bateu de frente com as dificuldades da floresta e das v\u00e1rzeas, levou o farelo, enfraqueceu e se escafedeu<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">. Mas quando! S\u00f3 papo furado de quem \u00e9 cheio de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5a1595068732b51b-81\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Essa potoca come\u00e7ou a ser desmanchada l\u00e1 pros anos 1980, quando a ci\u00eancia veio com umas pesquisas novas e equipamentos invocados de data\u00e7\u00e3o radiocarb\u00f4nica e prospec\u00e7\u00e3o geof\u00edsica pra acabar com esse lero-lero<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\">. A arque\u00f3loga Anna Curtenius Roosevelt, que era uma mulher muito cabe\u00e7a, meteu a cara l\u00e1 no s\u00edtio Teso dos Bichos e provou que a nossa sociedade Marajoara nasceu, cresceu e virou o bicho bem aqui, sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. Os cabocos daqui n\u00e3o eram lesos, n\u00e3o; longe de ser um ambiente que segurava eles, a Amaz\u00f4nia era dominada por essa galera, que mexia na mata e nos rios no macete, deixando o esquema pai d&#8217;\u00e9gua pra eles viverem de boa, bem na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5a1595068732b51b-82\" data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,0\">A arqueologia estabeleceu, ent\u00e3o, uma linha do tempo das ocupa\u00e7\u00f5es do arquip\u00e9lago, dividida em v\u00e1rias fases. E n\u00e3o foi um monte de povo diferente querendo passar o sal um no outro, n\u00e3o<\/span><span data-path-to-node=\"4,2\">. Essas fases mostram a mesma mo\u00e7ada evoluindo, se ajeitando e se adaptando atrav\u00e9s dos mil\u00eanios.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><b>Fase Arqueol\u00f3gica<\/b><\/td>\n<td><b>Per\u00edodo Estimado<\/b><\/td>\n<td><b>Caracter\u00edsticas Principais e Evid\u00eancias Arqueol\u00f3gicas<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Ananatuba e Mangueiras<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">1.500 a.C. a 900 a.C.<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Ocupa\u00e7\u00f5es formativas iniciais. Primeiros registros de cer\u00e2mica utilit\u00e1ria. Grupos pioneiros estabelecendo estrat\u00e9gias de subsist\u00eancia no estu\u00e1rio<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Formiga e Acau\u00e3<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">In\u00edcio da Era Crist\u00e3 at\u00e9 ~800 d.C.<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Retomada do adensamento populacional ap\u00f3s hiatos aparentes. Cer\u00e2mica mais diversificada, assentamentos maiores, ind\u00edcios de organiza\u00e7\u00e3o social em transi\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Marajoara<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">400 d.C. a 1350 d.C.<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">O apogeu demogr\u00e1fico e cultural. Constru\u00e7\u00e3o monumental de tesos (aterros artificiais), produ\u00e7\u00e3o da Tradi\u00e7\u00e3o Pol\u00edcroma da Amaz\u00f4nia, hierarquiza\u00e7\u00e3o social e elaborados ritos funer\u00e1rios<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Aru\u00e3<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">P\u00f3s-1300 d.C. at\u00e9 Per\u00edodo Colonial<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Popula\u00e7\u00f5es migrantes do atual Amap\u00e1, de matriz lingu\u00edstica Arawak. Cer\u00e2mica distinta da fase Marajoara. Foram os povos encontrados pelos europeus no s\u00e9culo XVI<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span data-path-to-node=\"0,0\">\u00c9gua, presta bem aten\u00e7\u00e3o nessa hist\u00f3ria di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"0,2\">! Se algum boca mole<\/span><span data-path-to-node=\"0,4\"> vier aplicar na jugular<\/span><span data-path-to-node=\"0,6\"> que a grandiosa cultura Marajoara foi trazida pra c\u00e1 por uns invasores ex\u00f3ticos, pode mandar a real sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"0,8\">: isso \u00e9 potoca das grandes<\/span><span data-path-to-node=\"0,10\">! O papo \u00e9 o seguinte, maninho<\/span><span data-path-to-node=\"0,12\">: essa lindeza toda foi o cl\u00edmax, o resultado pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"0,14\"> de um longo processo de muita experimenta\u00e7\u00e3o. Foi pura inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e adapta\u00e7\u00e3o dos nossos pr\u00f3prios parentes<\/span><span data-path-to-node=\"0,16\"> amer\u00edndios, a cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"0,18\"> raiz que j\u00e1 morava bem ali<\/span><span data-path-to-node=\"0,20\"> na beirada<\/span><span data-path-to-node=\"0,22\"> da foz do rio Amazonas h\u00e1 milhares de anos. Os caras manjavam<\/span><span data-path-to-node=\"0,24\"> muito, n\u00e3o tinha nada de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"0,26\"> no trabalho deles! Ent\u00e3o t\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"0,28\">, mano: a cultura Marajoara \u00e9 fruto da intelig\u00eancia da nossa pr\u00f3pria gente, sem esse lero lero<\/span><span data-path-to-node=\"0,30\"> de que precisou vir gente de fora<\/span><span data-path-to-node=\"0,32\"> pra ensinar como \u00e9 que se faz o servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo 2 \u2014 Quem era essa cabocada Marajoara: O dia a dia e como a galera se arrumava<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_52c179f2cf154b4d-127\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua, a galera que produziu a arte Marajoara n\u00e3o era pouca coisa n\u00e3o, eles viviam numa sociedade maceta<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">! O papo \u00e9 que, no auge estrutural deles, a Ilha de Maraj\u00f3 abrigou um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\"> de gente, disque<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> chegando a 100 mil cabe\u00e7as, tudo espalhado numa teia firmeza de aldeias ligadas pelos rios e furos l\u00e1 pro meio da beirada<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\">. Pra botar ordem numa popula\u00e7\u00e3o desse tamanho, os caras tinham que ser muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\">, com um esquema de mandar e se sustentar que era muito sa\u00eddo<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\">, acabando com aquela imagem de tribozinha perambulando<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\"> de um lado pro outro sem rumo.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_52c179f2cf154b4d-128\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">Agora, te mete<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\">! O lero lero<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\"> sobre como funcionava a pol\u00edtica dessa galera deixou os estudiosos tudo encafifados<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\"> nessas \u00faltimas d\u00e9cadas. Uns pesquisadores de fora, tipo a Anna Roosevelt, queriam aplicar na mente<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\"> da gente dizendo que l\u00e1 era um &#8220;cacicado&#8221;. Na teoria de um gringo chamado Kalervo Oberg, isso a\u00ed era um esquema com um cacique bossal<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\"> e cheio de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\">, um cara carrancudo<\/span><span data-path-to-node=\"2,14\"> que centralizava tudo nas m\u00e3os dele: as rezas, as leis, a porrada toda, mandando nos terreiros e nas aldeias menores, tudo na aba dele<\/span><span data-path-to-node=\"2,16\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_52c179f2cf154b4d-129\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Mas quando<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\">! Umas arque\u00f3logas nossas, tipo a Denise Pahl Schaan, foram matutar direito e mostraram que o papo n\u00e3o era bem esse. Claro que tinha uns buiados<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\"> e a galera mais forte, isso \u00e9 di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">! D\u00e1 pra ver nas obras macetas<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\"> e no luxo dos enterros deles, mas aquele papo de um chefe s\u00f3 mandando em todo mundo, descendo a ripa de cima pra baixo, a galera come\u00e7ou a achar muito palha<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\">. O que elas t\u00e3o dizendo \u00e9 que a organiza\u00e7\u00e3o l\u00e1 funcionava mais na heterarquia, onde cada grupo manjava<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\"> do seu peda\u00e7o: o xam\u00e3 cuidava do espiritual, o pescador porrudo<\/span><span data-path-to-node=\"3,14\"> tomava conta da economia, e o guerreiro resolvia no p\u00e9 de porrada<\/span><span data-path-to-node=\"3,16\">. Tudo dividido de boa, fluindo e um precisando do outro, sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"3,18\">. Ent\u00e3o, o poder a\u00ed dependia mais de culiar<\/span><span data-path-to-node=\"3,20\"> com os outros, fazendo as alian\u00e7as de rituais e de sangue, em vez de ter um monarca leso<\/span><span data-path-to-node=\"3,22\"> mandando sozinho.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1181 size-large\" src=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-300x167.jpg 300w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-768x429.jpg 768w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1536x857.jpg 1536w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-2048x1143.jpg 2048w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-150x84.jpg 150w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-696x388.jpg 696w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1068x596.jpg 1068w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1920x1072.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo 3 \u2014 A arte que sobreviveu ao tempo: O pud\u00ea da cer\u00e2mica, os desenhos e o que eles queriam dizer<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_132beb3f9b22748f-40\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, se tu queres saber a hist\u00f3ria di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\"> dessa cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\">, tens que espiar<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\"> a cer\u00e2mica Marajoara! A produ\u00e7\u00e3o desses caras \u00e9 t\u00e3o maceta<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\"> que virou o pilar absoluto pros estudiosos entenderem como vivia essa galera<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\">. Os bichos n\u00e3o eram de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\"> na hora de fazer a massa, e a complexidade dos desenhos era pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,16\"> demais! Essas pe\u00e7as s\u00e3o umas das realiza\u00e7\u00f5es art\u00edsticas mais daora<\/span><span data-path-to-node=\"1,18\"> da Am\u00e9rica antes dos gringos chegarem. E te mete<\/span><span data-path-to-node=\"1,20\">: n\u00e3o era s\u00f3 utilit\u00e1rio banal pra tomar um tacac\u00e1<\/span><span data-path-to-node=\"1,22\"> ou guardar farinha, n\u00e3o! Aqueles potes, pratos, estatuetas e urnas eram cheios de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"1,24\">, servindo pra comunicar o status da sociedade, registrar as lendas e mostrar o poder de quem mandava.<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"2\"><b data-path-to-node=\"2\" data-index-in-node=\"0\">O esquema da Tecnologia e os Estilos<\/b><\/h4>\n<p id=\"p-rc_132beb3f9b22748f-41\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Pra garantir que os vasos fininhos e as urnas grandonas fossem aguentar a porrada<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> e n\u00e3o iam esbandalhar<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\"> com o tempo, os artes\u00e3os marajoaras manjavam<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\"> muito da qu\u00edmica do barro. Tu \u00e9 doido<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\">, os caras misturavam uns antipl\u00e1sticos antes de botar na queima. Duas das paradas mais impressionantes que eles usavam era o cauixi, que \u00e9 tipo uma esponja d&#8217;\u00e1gua doce lotad\u00edssima de s\u00edlica que deixava a cer\u00e2mica leve e dura na queda<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\">, e o cariap\u00e9, que s\u00e3o umas cinzas de cascas de \u00e1rvores cheias de minerais. Era s\u00f3 o creme mano<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\">!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_132beb3f9b22748f-42\" data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,0\">Na hora de enfeitar, a parada ficava muito firme<\/span><span data-path-to-node=\"4,2\"> com a tal da Tradi\u00e7\u00e3o Pol\u00edcroma da Amaz\u00f4nia. Eles aplicavam uns banhos de argila l\u00edquida nas cores mais vibrantes: vermelho (tirado do urucum ou de \u00f3xidos de ferro), branco (caulim) e preto (da fuligem ou da resina do jenipapo). E o acabamento n\u00e3o parava por a\u00ed: eles faziam incis\u00f5es marcando o barro ainda \u00famido, tiravam lascas com o maior cuidado pra fazer uns relevos chibata<\/span><span data-path-to-node=\"4,4\"> (excis\u00f5es) e ainda modelavam bra\u00e7os, pernas e formas de bicho na argila. T\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"4,6\">, com toda essa varia\u00e7\u00e3o de estilos que os arque\u00f3logos catalogaram pelas aldeias, n\u00e3o d\u00e1 pra negar que esses artes\u00e3os eram muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"4,8\">!<\/span><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><b>Estilo Cer\u00e2mico<\/b><\/td>\n<td><b>Principais T\u00e9cnicas Decorativas e Contextos<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Joanes Pintado<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Predomin\u00e2ncia absoluta da policromia (vermelho, branco e preto). Comum em urnas funer\u00e1rias de grande porte e tigelas cerimoniais. Padr\u00f5es geom\u00e9tricos cont\u00ednuos.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Pacoval Inciso<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Foco nos grafismos profundos (incis\u00e3o e excis\u00e3o) escavados na argila, frequentemente preenchidos com pasta branca para criar forte contraste. Motivos de labirintos e pele de of\u00eddios.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Arari Branco (e Exciso)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Uso abundante de engobo branco ou salm\u00e3o como fundo. Superf\u00edcies com excis\u00f5es retangulares formando padr\u00f5es espaciais sim\u00e9tricos. Encontrado em pratos e vasilhas abertas.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Camutins (e Inaj\u00e1 Simples)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Estilos com menos elabora\u00e7\u00e3o pol\u00edcroma, focados em incis\u00f5es rudes ou alisamento simples. Geralmente associados a vasilhames de uso dom\u00e9stico e preparo de alimentos.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Iconografia e o Perspectivismo Amer\u00edndio: Os Desenhos e a Vis\u00e3o de Mundo da Cabocada<\/b><\/h4>\n<p id=\"p-rc_57333baffc475576-48\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, te mete<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\"> com a intelig\u00eancia dessa cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> do Maraj\u00f3! A superf\u00edcie das pe\u00e7as marajoaras funcionava como uma tela di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\"> pra materializar os mitos de como o mundo foi criado. A decora\u00e7\u00e3o se arruma nuns padr\u00f5es geom\u00e9tricos que s\u00e3o o bicho<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\"> de t\u00e3o precisos \u2014 linhas, labirintos, espirais e losangos \u2014, e isso n\u00e3o era s\u00f3 lero lero<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\"> pra ficar est\u00e9tico ou bonitinho n\u00e3o. Umas pesquisadoras muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\">, tipo a Cristiana Barreto, mandaram o papo de que essa arte era um sistema de comunica\u00e7\u00e3o visual todo enrabichado<\/span><span data-path-to-node=\"1,16\"> com o xamanismo e com o tal do perspectivismo amer\u00edndio. Nessa filosofia da galera<\/span><span data-path-to-node=\"1,18\"> nativa, bicho, planta, rio e at\u00e9 as visagens<\/span><span data-path-to-node=\"1,20\"> t\u00eam uma alma humana por dentro. Pra eles, o mundo \u00e9 um lugar onde as coisas mudam o tempo todo, e o nosso corpo e as roupas s\u00e3o s\u00f3 uma capa que a gente pode trocar de boa, t\u00e1 ligado<\/span><span data-path-to-node=\"1,22\">?<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_57333baffc475576-49\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">Nesse esquema, as figuras misturadas, tipo meio homem e meio bicho, s\u00e3o um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> no acervo dos caras. Tem coruja (que o povo liga com a noite, com os esp\u00edritos e o cemit\u00e9rio<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">), escorpi\u00e3o, tartaruga, mas o que manda mesmo na parada \u00e9 a on\u00e7a e a cobra, tipo a famosa boi\u00fana<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\">. Nas urnas funer\u00e1rias, aqueles desenhos cabulosos imitam na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\"> o couro das cobras \u2014 principalmente a sucuri e a jararaca<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\">. A cobra \u00e9 o bicho supremo de poder aqui na Amaz\u00f4nia, que consegue andar de bubuia<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\"> nos rios, se enfiar debaixo da terra e cruzar o meio da floresta, simbolizando os nossos antepassados e o fluxo da vida. Muitas vezes, essas urnas ganhavam olhos, bocas e bra\u00e7os modelados no barro, o que dava vida pra elas: os potes n\u00e3o eram coisa de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"2,14\"> que s\u00f3 guardavam o corpo de quem levou o farelo<\/span><span data-path-to-node=\"2,16\">, elas eram entidades vivas ou corpos novinhos pra abrigar as almas que tavam de passagem. \u00c9gua, \u00e9 s\u00f3 o creme mano<\/span><span data-path-to-node=\"2,18\">!<\/span><\/p>\n<h4 data-path-to-node=\"0\"><strong>O Papel das Cunh\u00e3s: As Tangas e as Estatuetas Macetas<\/strong><\/h4>\n<p id=\"p-rc_675e8578e12ae375-55\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, mano<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">! Uma das descobertas mais pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> dessas \u00faltimas d\u00e9cadas pra gente entender como vivia a cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\"> marajoara veio dos estudos da arque\u00f3loga Denise Pahl Schaan. A mulher foi matutar<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\"> sobre a rela\u00e7\u00e3o entre os objetos que eles deixaram e quem era quem na aldeia. A arte marajoara \u00e9 lotada de representa\u00e7\u00f5es do corpo feminino, mostrando di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\"> que a sociedade tinha uma descend\u00eancia matrilinear. As cunh\u00e3s<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\"> tinham um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"1,16\"> gigante, comandando a pol\u00edtica, a pajelan\u00e7a e os rituais. As bichas eram muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"1,18\"> e lideravam a parada toda!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_675e8578e12ae375-56\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">A parada mais estorde<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> e famosa dessa cultura s\u00e3o as tais das tangas marajoaras. S\u00e3o umas pe\u00e7as de cer\u00e2mica no formato de tri\u00e2ngulo, com uma curvinha pra embiocar<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\"> direitinho no corpo, tudo finamente pintado e com uns furinhos nas pontas pra amarrar com cord\u00e3o. A Schaan e a galera<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\"> que estuda isso falam sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\"> que essas tangas n\u00e3o eram roupa de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\"> pra usar todo dia s\u00f3 pra esconder a nudez por pudor. Mas quando<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\">! Elas eram um treco<\/span><span data-path-to-node=\"2,14\"> cheio de simbolismo, possivelmente usado naquelas fulhancas<\/span><span data-path-to-node=\"2,16\"> e ritos de passagem da puberdade das meninas. Servia pra atestar a primeira menstrua\u00e7\u00e3o, quando as piquixitas<\/span><span data-path-to-node=\"2,18\"> eram apresentadas pro povo como mulheres prontas pra vida reprodutiva e adulta. T\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"2,20\"> que era o momento de marcar a responsabilidade delas na linhagem da comunidade!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_675e8578e12ae375-57\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">E te mete<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> com mais essa: eles faziam um bocado<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\"> de estatuetas de cer\u00e2mica mostrando mulheres acocoradas (que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de parto das \u00edndias), com as barrigas de quem t\u00e1 prenha<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">, peitos e genit\u00e1lias estilizadas e bem purrudas<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\">. In\u00fameras dessas pe\u00e7as t\u00eam caracter\u00edsticas misturadas, tipo masculino e feminino junto, formando um duplo aspecto morfol\u00f3gico dependendo de como tu espiassse<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\"> o \u00e2ngulo. Isso indica que, pra essa galera, quem tinha muito poder n\u00e3o precisava ficar preso a essa divis\u00e3o r\u00edgida de sexo; eles conseguiam congregar as energias criadoras dos dois lados na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\">. O fato de as mulheres sempre aparecerem nas cer\u00e2micas com roupas t\u00edpicas de xam\u00e3s refor\u00e7a a ideia de que o comando espiritual das aldeias era puxado pelo protagonismo feminino. \u00c9 de cair o cu da bunda<\/span><span data-path-to-node=\"3,14\"> de t\u00e3o muito firme<\/span><span data-path-to-node=\"3,16\"> que \u00e9 essa nossa hist\u00f3ria no ver-o-peso.com!<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1183 size-large\" src=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-300x167.jpg 300w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-768x429.jpg 768w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-1536x857.jpg 1536w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-2048x1143.jpg 2048w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-150x84.jpg 150w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-696x388.jpg 696w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-1068x596.jpg 1068w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara-1-1920x1072.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h3 id=\"p-rc_4fb10edf2c085e45-47\" data-path-to-node=\"0\"><strong>Cap\u00edtulo 4 \u2014 Os tesos e a paisagem constru\u00edda: A engenharia maceta de terra<\/strong><\/h3>\n<p id=\"p-rc_4fb10edf2c085e45-48\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, se a lindeza daqueles vasos j\u00e1 te deixa pagando<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">, te mete<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> com essa: a plan\u00edcie alagada do Maraj\u00f3 deu um trabalho disconforme<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\"> pros cabocos<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\">, que s\u00f3 foi resolvido com uma engenharia civil muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\">! Pra fugir do fundo das \u00e1guas, os bichos<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\"> tiveram que construir os tesos<\/span><span data-path-to-node=\"1,16\">, que s\u00e3o uns morros purrudos<\/span><span data-path-to-node=\"1,18\"> que chegam a dar 200 metros de estir\u00e3o<\/span><span data-path-to-node=\"1,20\">, 30 metros de largura e at\u00e9 10 metros de altura! Essas beiradas<\/span><span data-path-to-node=\"1,22\"> artificiais dominam a paisagem l\u00e1 pro lado leste do Maraj\u00f3, ali \u00f3<\/span><span data-path-to-node=\"1,24\">, perto do Lago Arari.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_4fb10edf2c085e45-49\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">No passado, a galera<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> de fora que vinha explorar ficava matutando<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">: ser\u00e1 que foi a natureza ou foi obra humana? Mas quando<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\">! Umas pesquisas novas, tipo as da pesquisadora Dilce Rossetti, mostraram que eles eram muito ladinos<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\">. Em vez de come\u00e7ar tudo do zero, que era pra ningu\u00e9m dar prego<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\"> de cansa\u00e7o, os ind\u00edgenas aproveitavam uns canais abandonados e uns relevos que j\u00e1 ficavam de bubuia<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\"> pela a\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria natureza. Em cima dessa base, eles iam jogando sem parar camadas de terra preta, restos de cer\u00e2mica esbandalhada<\/span><span data-path-to-node=\"2,14\"> e lixo. Assim, o terreno ficava totalmente imune aos tor\u00f3s<\/span><span data-path-to-node=\"2,16\"> e cheias do inverno amaz\u00f4nico. T\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"2,18\"> que os caras sabiam economizar energia!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_4fb10edf2c085e45-50\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Esses tesos<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> eram o cora\u00e7\u00e3o das aldeias e tudo era arrumado com um urbanismo pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. Tinha os tesos<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\"> s\u00f3 pra galera<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\"> se amalocar<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\"> e morar, onde a arqueologia achou ch\u00e3o de barro cozido, fog\u00e3o gigante coletivo e um bocado<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\"> de lixo cheio de espinha de peixe e carv\u00e3o. E separados, ficavam os grandiosos tesos<\/span><span data-path-to-node=\"3,14\"> de elite, onde rolavam as fulhancas<\/span><span data-path-to-node=\"3,16\"> e os rituais. Esses eram os mais tebudos<\/span><span data-path-to-node=\"3,18\">, reservados pros chef\u00f5es bossais<\/span><span data-path-to-node=\"3,20\"> da comunidade e, principalmente, pra servir de imenso cemit\u00e9rio sagrado.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_4fb10edf2c085e45-51\" data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,0\">Hoje em dia a gente ainda pode espiar<\/span><span data-path-to-node=\"4,2\"> na paisagem uns complexos chibata<\/span><span data-path-to-node=\"4,4\"> como o Teso dos Bichos, que a Anna Roosevelt estudou, e os lend\u00e1rios agrupamentos dos Camutins e do Pacoval. L\u00e1 nos Camutins, dezenas de tesos<\/span><span data-path-to-node=\"4,6\"> foram arrumados tipo umas ruas beirando o rio. Era um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"4,8\"> de gente morando l\u00e1! Pra cuidar de tudo isso, fazendo manuten\u00e7\u00e3o nas cal\u00e7adas, rampas e canais sem deixar nada esbandalhar<\/span><span data-path-to-node=\"4,10\">, o povo tinha que ter muito pulso<\/span><span data-path-to-node=\"4,12\"> na log\u00edstica. Isso reafirma di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"4,14\"> que a organiza\u00e7\u00e3o dessa sociedade n\u00e3o era de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"4,16\"> n\u00e3o, parceiro!<\/span><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo 5 \u2014 A Morte, a Lembran\u00e7a e as Urnas da Cabocada<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_5fc7381a322c6b45-61\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, te mete<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\"> com as pr\u00e1ticas de enterro dessa galera<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\">! As escava\u00e7\u00f5es mostram que quando algu\u00e9m levava o farelo<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\">, pros chef\u00f5es do Maraj\u00f3, a morte n\u00e3o era o fim biol\u00f3gico de tudo n\u00e3o, era uma passagem maceta<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\"> que exigia um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\"> de preparo material e investimento da comunidade toda. Mas quando<\/span><span data-path-to-node=\"1,14\"> que eles iam s\u00f3 cavar um buraco e descartar o corpo de qualquer jeito! O cerimonial funer\u00e1rio deles era o que ancorava a religi\u00e3o di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"1,16\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5fc7381a322c6b45-62\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">O rito envolvia um enterramento secund\u00e1rio endo-canibal\u00edstico, tipo uma decomposi\u00e7\u00e3o assistida. Quando o parente dava passamento<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> de vez, ele n\u00e3o ia direto pra urna, n\u00e3o, te orienta<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">! Primeiro, o corpo ficava l\u00e1 exposto ou enterrado provis\u00f3rio at\u00e9 a carne decompor ou ser consumida totalmente. Depois, pegavam os ossos j\u00e1 limpinhos, lavavam tudo na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\"> e pintavam todinho de vermelho com pigmentos do urucum. Essa pintura avermelhada era cheia de significado pras ontologias da cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\">, representando o sangue, a for\u00e7a vital que n\u00e3o acaba, o sol e a promessa de nascer de novo. S\u00f3 depois de todo esse trabalho, os ossos iam, com todo o amor, pra dentro daquelas grandiosas urnas purrudas<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\"> e tebudas<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\"> preparadas pra ocasi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5fc7381a322c6b45-63\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">E a iconografia dessas urnas n\u00e3o era um lero lero<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> aleat\u00f3rio, n\u00e3o. Muitas tinham o bojo expandido, sugerindo visualmente a barriga de uma mulher prenha<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. Botar os ossos vermelhos ali no ventre de barro da urna simbolizava claramente a volta pro \u00fatero da terra e pra ancestralidade matriarcal, garantindo que a vida continuasse num ciclo cont\u00ednuo, pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\"> demais!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_5fc7381a322c6b45-64\" data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,0\">Mas espia<\/span><span data-path-to-node=\"4,2\"> s\u00f3 o papo desse bicho<\/span><span data-path-to-node=\"4,4\">: a arqueologia revelou sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"4,6\"> que n\u00e3o era qualquer meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"4,8\"> que tinha o direito de ir parar numa dessas urnas cheias de enfeite. Apenas quem era de linhagens espec\u00edficas e quem era buiado<\/span><span data-path-to-node=\"4,10\"> de status em vida \u2014 tipo os caciques cheios de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"4,12\">, xam\u00e3s respeitados, guerreiros de pulso<\/span><span data-path-to-node=\"4,14\"> firme ou as ceramistas muito cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"4,16\"> que manjavam<\/span><span data-path-to-node=\"4,18\"> do barro \u2014 \u00e9 que recebiam esse sepultamento s\u00f3 o fil\u00e9<\/span><span data-path-to-node=\"4,20\">. Os restos deles iam acompanhados de oferendas votivas chibatas<\/span><span data-path-to-node=\"4,22\">: tangas fininhas, muiraquit\u00e3s<\/span><span data-path-to-node=\"4,24\">, estatuetas faliformes, bancos de cer\u00e2mica cheios de detalhes e miniaturas de vasos. Estudando o espa\u00e7o desses tesos<\/span><span data-path-to-node=\"4,26\"> de cemit\u00e9rio, os cientistas sacaram a diferencia\u00e7\u00e3o social aguda na cultura Marajoara, mostrando que a galera<\/span><span data-path-to-node=\"4,28\"> bossal<\/span><span data-path-to-node=\"4,30\"> n\u00e3o se misturava com quem tava na ro\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"4,32\"> nem depois de morto. Os ancestrais nobres mortos ficavam enterrados bem ali<\/span><span data-path-to-node=\"4,34\"> na pra\u00e7a central da aldeia, servindo como guardi\u00f5es pra legitimar o direito da elite viva de continuar mandando nas \u00e1guas, nas terras e nos homens. \u00c9 de cair o cu da bunda<\/span><span data-path-to-node=\"4,36\">!<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1187 size-large\" src=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-300x167.jpg 300w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-768x429.jpg 768w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-1536x857.jpg 1536w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-2048x1143.jpg 2048w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-150x84.jpg 150w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-696x388.jpg 696w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-1068x596.jpg 1068w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3-1920x1072.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h3 id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-76\" data-path-to-node=\"0\"><strong>Cap\u00edtulo 6 \u2014 Quando os gringos chegaram: As mudan\u00e7as e a potoca da continuidade direta<\/strong><\/h3>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-77\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">\u00c9gua<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">, \u00e9 uma potoca<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\"> das grandes e um erro dos historiadores achar que aquela cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> que fazia as cer\u00e2micas marajoaras macetas<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\"> trombou de frente com os colonizadores europeus e que levou o farelo<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\"> s\u00f3 por causa de tiro de arcabuz portugu\u00eas. Mas quando!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-78\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">As provas de radiocarbono mostram di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> que a fase mais buiada<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\"> deles, a manuten\u00e7\u00e3o daqueles tesos<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\"> tebudos<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\"> e a produ\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica cl\u00e1ssica come\u00e7aram a esbandalhar<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\"> por volta de 1300 a 1350 d.C. Isso foi mais de um s\u00e9culo e meio antes do espanhol Vicente Y\u00e1\u00f1ez Pinz\u00f3n dar as caras bem ali \u00f3<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\">, no estu\u00e1rio, em 1500. O motivo pro fim dessa fase chibata<\/span><span data-path-to-node=\"2,14\"> ainda deixa os cientistas encafifados<\/span><span data-path-to-node=\"2,16\">. A galera<\/span><span data-path-to-node=\"2,18\"> matuta<\/span><span data-path-to-node=\"2,20\"> que rolou uma por\u00e7\u00e3o<\/span><span data-path-to-node=\"2,22\"> de coisas: o clima doido afetando as cheias do Amazonas, o fim dos a\u00e7aizais e palmeiras, curubas<\/span><span data-path-to-node=\"2,24\"> e doen\u00e7as pr\u00e9-colombianas, ou at\u00e9 a galera<\/span><span data-path-to-node=\"2,26\"> ficando mordida<\/span><span data-path-to-node=\"2,28\"> e caindo num p\u00e9 de porrada<\/span><span data-path-to-node=\"2,30\"> sem fim entre as tribos. A arqueologia mostra que ningu\u00e9m foi passado no sal<\/span><span data-path-to-node=\"2,32\"> de uma vez s\u00f3, mas que eles foram abandonando as obras pesadas aos poucos, na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"2,34\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-79\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Quando os europeus finalmente chegaram metendo a cara<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> armados e querendo fazer furdun\u00e7o<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\"> na foz do Amazonas nos s\u00e9culos XVI e XVII, o mapa da ilha de Maraj\u00f3 j\u00e1 era outra parada. Quem morava l\u00e1 era majoritariamente a na\u00e7\u00e3o Aru\u00e3 \u2014 que fazia uma cer\u00e2mica mais de meia tigela<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">, vindos l\u00e1 da caixa prego<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\"> da costa do Amap\u00e1 \u2014 e um pud\u00ea<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\"> de tribos que n\u00e3o levavam desaforo pra casa, que os colonizadores chamavam de Nheenga\u00edbas (que quer dizer &#8220;falantes de l\u00edngua m\u00e1&#8221;).<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-80\" data-path-to-node=\"4\"><span data-path-to-node=\"4,0\">Os documentos da \u00e9poca contam que os Nheenga\u00edbas e Aru\u00e3s eram duros na queda<\/span><span data-path-to-node=\"4,2\"> e armaram uma guerra naval chibata<\/span><span data-path-to-node=\"4,4\"> nos cascos<\/span><span data-path-to-node=\"4,6\"> e canoas<\/span><span data-path-to-node=\"4,8\"> contra a escravid\u00e3o e o dom\u00ednio de Portugal. Como o arquip\u00e9lago era cheio de \u00e1gua rasa e igarap\u00e9<\/span><span data-path-to-node=\"4,10\">, virou uma fortaleza que os europeus n\u00e3o conseguiam embiocar<\/span><span data-path-to-node=\"4,12\"> de jeito nenhum. Foi s\u00f3 em 1659, muito no lero lero<\/span><span data-path-to-node=\"4,14\"> e na l\u00e1bia do famoso Padre Ant\u00f4nio Vieira, que um bocado<\/span><span data-path-to-node=\"4,16\"> de cacique Nheenga\u00edba aceitou dar uma tr\u00e9gua, deixando os mission\u00e1rios crist\u00e3os entrarem de bubuia<\/span><span data-path-to-node=\"4,18\"> na ilha.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-81\" data-path-to-node=\"5\"><span data-path-to-node=\"5,0\">A\u00ed o pau achou<\/span><span data-path-to-node=\"5,2\">! O impacto colonial que veio depois foi escroto<\/span><span data-path-to-node=\"5,4\">. Jesu\u00edtas, carmelitas e franciscanos tomaram conta de tudo no f\u00edsico e nas ideias. L\u00e1 no S\u00edtio Arqueol\u00f3gico da Vila de Joanes, na atual Salvaterra, ainda d\u00e1 pra espiar<\/span><span data-path-to-node=\"5,6\"> as ru\u00ednas de pedra da Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Esse monumento \u00e9 a prova di rocha<\/span><span data-path-to-node=\"5,8\"> da malineza<\/span><span data-path-to-node=\"5,10\"> e do aldeamento for\u00e7ado que impuseram: catequizaram os \u00edndios a pulso<\/span><span data-path-to-node=\"5,12\"> e trouxeram um choque de doen\u00e7as que fez a cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"5,14\"> dar passamento<\/span><span data-path-to-node=\"5,16\"> e morrer de tanto trabalhar nas fazendas de gado europeu.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-82\" data-path-to-node=\"6\"><span data-path-to-node=\"6,0\">Com esse cen\u00e1rio todo avacalhado<\/span><span data-path-to-node=\"6,2\">, a arqueologia manda o papo sem emba\u00e7amento<\/span><span data-path-to-node=\"6,4\">: \u00e9 burridade<\/span><span data-path-to-node=\"6,6\"> apontar o dedo e dizer que existe uma continua\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e direta entre as tribos de hoje e aquela elite bossal<\/span><span data-path-to-node=\"6,8\"> que construiu os tesos<\/span><span data-path-to-node=\"6,10\"> l\u00e1 no ano 1000 d.C. N\u00e3o d\u00e1 pra rotular a galera<\/span><span data-path-to-node=\"6,12\"> de hoje como herdeiros biol\u00f3gicos diretos. O que sobrou, e isso t\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"6,14\">, foi o compartilhamento de uma profunda matriz cultural e sabedoria da Amaz\u00f4nia \u2014 o respeito pelas \u00e1guas, o conhecimento dos astros, a cer\u00e2mica, a manha de lidar com a macaxeira<\/span><span data-path-to-node=\"6,16\">. Tudo isso ainda vive vibrante no sangue dos nossos povos ind\u00edgenas, do ribeirinho e do caboco<\/span><span data-path-to-node=\"6,18\"> papa-chib\u00e9<\/span><span data-path-to-node=\"6,20\"> que manja<\/span><span data-path-to-node=\"6,22\"> tudo das \u00e1guas do Par\u00e1.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"6\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1192 size-large\" src=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-1024x572.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-1024x572.jpg 1024w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-300x167.jpg 300w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-768x429.jpg 768w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-1536x857.jpg 1536w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-2048x1143.jpg 2048w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-150x84.jpg 150w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-696x388.jpg 696w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-1068x596.jpg 1068w, https:\/\/aldeiaamazonica.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/arte_marajoara_3_3-1920x1072.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h3 id=\"p-rc_129792b13f96ddbb-76\" data-path-to-node=\"0\"><strong>Cap\u00edtulo 7 \u2014 Da arqueologia pro imagin\u00e1rio brasileiro: O Movimento Neomarajoara<\/strong><\/h3>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><\/h3>\n<p id=\"p-rc_199e731ea9b8d6cd-158\" data-path-to-node=\"0\"><span data-path-to-node=\"0,0\">\u00c9gua, mano! Se tu achas que a cultura cl\u00e1ssica de Maraj\u00f3 escafedeu-se do mapa pol\u00edtico h\u00e1 s\u00e9culos, te orienta, porque a hist\u00f3ria n\u00e3o para por a\u00ed<\/span><span data-path-to-node=\"0,2\">! Debaixo da terra, essa heran\u00e7a foi ressuscitada de rocha e jogada bem no meio da identidade do Brasil l\u00e1 pro final do s\u00e9culo XIX<\/span><span data-path-to-node=\"0,4\">. As primeiras escava\u00e7\u00f5es, puxadas pelo muito cabe\u00e7a Domingos Soares Ferreira Penna \u2014 que foi o idealizador do Museu Goeldi \u2014 junto com uma cambada de pesquisadores de fora e do Museu Nacional l\u00e1 do Rio de Janeiro, trouxeram os primeiros vasos inteirinhos pras vitrines das capitais<\/span><span data-path-to-node=\"0,6\">. Isso deixou os intelectuais urbanos tudo pagando de admira\u00e7\u00e3o<\/span><span data-path-to-node=\"0,8\">. Mas te mete: a absor\u00e7\u00e3o de verdade desses grafismos no nosso dia a dia, como s\u00edmbolo de brasilidade pai d&#8217;\u00e9gua, s\u00f3 pegou no tranco nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930<\/span><span data-path-to-node=\"0,10\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_199e731ea9b8d6cd-159\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">Num tempo de rep\u00fablica e efervesc\u00eancia nacionalista, com a forte marca da Semana de Arte Moderna de 1922, a galera tava cu\u00edra pra achar uma est\u00e9tica brasileira genu\u00edna<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\">. Queriam largar de m\u00e3o aquela arquitetura europeia fria de meia tigela e as linhas do Art D\u00e9co<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">. Foi a\u00ed que surgiu um bra\u00e7o maceta das artes aplicadas: o famoso movimento Neomarajoara<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\">. Artistas pl\u00e1sticos, pintores e arquitetos do Par\u00e1 e do Rio de Janeiro, reunindo uma cambada de gente famosa como Theodoro Braga, Fernando Correia Dias e Manoel Pastana, come\u00e7aram a manjar da estiliza\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o dos desenhos que tinham acabado de ser tirados das urnas, pratos e tangas<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_199e731ea9b8d6cd-160\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">Os bichos eram t\u00e3o ladinos que transferiram aqueles padr\u00f5es labir\u00ednticos, as caras misturadas de on\u00e7a e gente, e as formas de cobra da argila direto pras belas artes<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\">. Do nada, a arte marajoara passou a enfeitar jogo de lou\u00e7a chique, m\u00f3vel de luxo em madeira de lei, tape\u00e7aria e at\u00e9 os elementos estruturais da arquitetura dos pr\u00e9dios do Brasil moderno<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">. O resultado foi s\u00f3 o creme, mano<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\">!<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_199e731ea9b8d6cd-161\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Esse movimento foi encampado na maciota pelo regime ditatorial do Estado Novo do Get\u00falio Vargas (1937\u20131945)<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\">. Pra consolidar um passado chibata que unisse o pa\u00eds inteiro, o Vargas abra\u00e7ou as &#8220;ra\u00edzes nativas&#8221;<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. Pr\u00e9dios p\u00fablicos, escolas e pal\u00e1cios no Rio e em Bel\u00e9m \u2014 como o emblem\u00e1tico Palacete Vargas \u2014 ganharam elaborados pain\u00e9is de azulejos e port\u00f5es de ferro entupidos de grafismos inspirados nas pe\u00e7as exumadas na foz do Amazonas<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\">. S\u00f3 que, olha o papo desse bicho<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\">: nesse meio tempo, a arte marajoara foi domesticada e higienizada pra caber elegante nos sal\u00f5es da elite burguesa pol\u00edtica, que era cheia de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\">. Tiraram todo aquele sentido sombrio de xamanismo e morte que a arte tinha originalmente, deixando a parada esterilizada pra virar apenas o &#8220;selo est\u00e9tico&#8221; do que \u00e9 ser da Amaz\u00f4nia<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\">. \u00c9 de cair o cu da bunda como limaram a ess\u00eancia da cultura do povo caboco s\u00f3 pra virar luxo de pol\u00edtico<\/span><span data-path-to-node=\"3,14\">!<\/span><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo 8 \u2014 A arte Marajoara hoje: De Icoaraci ao Patrim\u00f4nio Imaterial Contempor\u00e2neo<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_d6872559339c6fac-105\" data-path-to-node=\"0\"><span data-path-to-node=\"0,0\">\u00c9gua, maninho! Se tu achas que a hist\u00f3ria da cer\u00e2mica Marajoara parou l\u00e1 no museu ou ficou s\u00f3 nos livros da escola, te orienta<\/span><span data-path-to-node=\"0,2\"> porque tu t\u00e1 por fora! Nos anos 70, um oleiro e mascate arretado chamado Mestre Cardoso \u2014 l\u00e1 da cidade de Vigia \u2014 foi visitar a Reserva T\u00e9cnica do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m. O bicho ficou t\u00e3o pasmo, pagando<\/span><span data-path-to-node=\"0,4\"> um pau danado para a simetria das formas, os engobos e a firmeza dos tra\u00e7os daquelas pe\u00e7as antigas que pediu autoriza\u00e7\u00e3o para tocar e reproduzir a t\u00e9cnica original.<\/span><\/p>\n<p data-path-to-node=\"1\">Quando o Mestre Cardoso voltou para o seu ateli\u00ea em Icoaraci, aquele distrito perif\u00e9rico e movimentado de Bel\u00e9m, o bicho revolucionou as olarias locais que s\u00f3 faziam tijolo, telha e pote simples. Junto com outros bambas como o Mestre Cabeludo, ele fundou o famoso polo oleiro no bairro do Paracuri, ensinando centenas de jovens e vizinhos a arte de extrair o barro, acertar a qu\u00edmica dos pigmentos e fazer os incisos com paci\u00eancia.<\/p>\n<p id=\"p-rc_d6872559339c6fac-106\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">Hoje em dia, Icoaraci e o Paracuri s\u00e3o um fuzu\u00ea de ateli\u00eas que geram milhares de empregos, exportando toneladas de cer\u00e2mica estilizada para o Brasil inteiro e mandando at\u00e9 para colecionadores na Europa. Mas \u00f3, te liga<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\">: o uso desses grafismos hoje \u00e9 outra pegada! N\u00e3o \u00e9 mais para rito xam\u00e2nico ou para servir de urnas para a elite. A cer\u00e2mica que a gente v\u00ea hoje nas feiras alimenta o turismo, a moda sustent\u00e1vel, o design e os utens\u00edlios de chefs de cozinha.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_d6872559339c6fac-107\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Como dizem os cientistas, o caco arqueol\u00f3gico do teso \u00e9 um documento sagrado e fr\u00e1gil, enquanto essa arte linda feita nas ruas de Icoaraci \u00e9 a cultura cabocla viva recriando o pr\u00f3prio mito. E o bagulho \u00e9 t\u00e3o s\u00e9rio e pai d&#8217;\u00e9gua<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\"> que, em 2022, a Cer\u00e2mica de Icoaraci foi tombada por lei municipal como Patrim\u00f4nio Cultural de Natureza Imaterial de Bel\u00e9m, correndo atr\u00e1s do selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica. T\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">, mano! \u00c9 o Par\u00e1 mantendo a raiz viva!<\/span><\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Cap\u00edtulo\u00a0 9 \u2014 O patrim\u00f4nio amea\u00e7ado: Desafios, saques e a emerg\u00eancia clim\u00e1tica em campo<\/b><\/h3>\n<p data-path-to-node=\"0\">\u00c9gua, mano! Se tu acha que o patrim\u00f4nio desse nosso Maraj\u00f3 pai d&#8217;\u00e9gua t\u00e1 garantido s\u00f3 porque t\u00e1 nos livros, te orienta, porque a situa\u00e7\u00e3o t\u00e1 \u00e9 no balde! Desde que os antiqu\u00e1rios descobriram os tesos l\u00e1 no s\u00e9culo XIX, a roubalheira e o tr\u00e1fico internacional de pe\u00e7as v\u00eam depauperando os s\u00edtios tudinho sem d\u00f3 nem piedade. O bicho \u00e9 t\u00e3o doido que a parada foi parar na <i data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"367\">Red List Brasil<\/i> (Lista Vermelha do Patrim\u00f4nio em Risco), lan\u00e7ada em 2023 pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), com direito a pol\u00edcia federal e Interpol correndo atr\u00e1s de bandido mafioso.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"1\">Mas \u00f3, al\u00e9m da gan\u00e2ncia humana, a natureza t\u00e1 cobrando o pre\u00e7o com juros e corre\u00e7\u00e3o. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e o desmatamento das fazendas de b\u00fafalos t\u00e3o fazendo a eros\u00e3o fluviomarinha devorar barrancas inteiras, jogando cemit\u00e9rios sagrados e tesos milenares direto pro fundo barrento do rio. E o pior \u00e9 que, em contrapartida, as secas brabas causadas pelo El Ni\u00f1o t\u00f3rio esturricam a Amaz\u00f4nia e &#8220;cuspem&#8221; urnas funer\u00e1rias para fora da lama, como aconteceu no polo de Anaj\u00e1s em 2024.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"2\">Ainda bem que a tecnologia ajuda: com drones e luz infravermelha LiDAR, o IPHAN e o Museu Goeldi correram para fazer o resgate cient\u00edfico. Mas o mais bonito de ver foi a cabocada raiz da comunidade de Pedra e Laranjal, que botou a m\u00e3o na massa para defender os cacos dos saqueadores e ajudar os pesquisadores. A urna principal do s\u00edtio de Assahytuba foi limpa, restaurada e devolvida para ficar exposta na prefeitura de Anaj\u00e1s, bem pertinho de quem cuida de verdade.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\">Isso prova que a verdadeira guarda da nossa hist\u00f3ria n\u00e3o fica em cofre de capital, mas sim na alma da nossa gente, nos ribeirinhos e nas redes comunit\u00e1rias, como o lend\u00e1rio Museu do Maraj\u00f3 em Cachoeira do Arari \u2014 fundado pelo padre Giovanni Gallo para exaltar o pe\u00e3o e o pescador \u2014 e a luta do povo em Vila de Joanes. No fim das contas, a nossa mem\u00f3ria s\u00f3 resiste porque vive no sufoco e na coragem de quem acorda todo dia \u00e0 beira dos rios da nossa terra!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><b>Institui\u00e7\u00e3o de Guarda ou Local Hist\u00f3rico<\/b><\/td>\n<td><b>Localiza\u00e7\u00e3o Exata<\/b><\/td>\n<td><b>Relev\u00e2ncia para o Conhecimento e a Sociedade<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Reserva T\u00e9cnica M\u00e1rio Ferreira Sim\u00f5es (MPEG)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Bel\u00e9m, Estado do Par\u00e1 (Sede de Pesquisa)<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Concentra milhares de fragmentos arqueol\u00f3gicos e dezenas de urnas excepcionalmente bem preservadas estudadas pelas maiores refer\u00eancias cient\u00edficas do ramo. Atua\u00e7\u00f5es na salvaguarda met\u00f3dica e no envio de pesquisadores ao campo em crises<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">46<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE\/USP)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Paulo, Cidade Universit\u00e1ria<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Essencial e estrat\u00e9gico para o debate anal\u00edtico, bioarqueol\u00f3gico e de conserva\u00e7\u00e3o nas maiores universidades do Sudeste, respons\u00e1vel por curar tangas vitais para a ci\u00eancia nacional e por liderar publica\u00e7\u00f5es comparativas te\u00f3ricas de alt\u00edssimo n\u00edvel da hist\u00f3ria<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">32<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Museu do Maraj\u00f3 (Obras Sociais Giovanni Gallo)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Cachoeira do Arari, Ilha do Maraj\u00f3<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">F\u00f3rum popular de mem\u00f3ria em terras marajoaras; o equipamento integra a preserva\u00e7\u00e3o museol\u00f3gica com fortes elos antropol\u00f3gicos de resist\u00eancia dos contadores de causos que ressignificam permanentemente a floresta que habitam e a cer\u00e2mica coletada<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">78<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Vila de Joanes e o Polo Ceramista de Icoaraci (Paracuri)<\/b><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">Salvaterra (Maraj\u00f3) e Bel\u00e9m (Icoaraci)<\/span><\/td>\n<td><span style=\"font-weight: 400;\">A face viva, n\u00e3o acad\u00eamica. S\u00edtios habitados do legado patrimonial imaterial; nas olarias de Icoaraci os padr\u00f5es visuais milenares mant\u00eam a economia e o sustento de milhares de trabalhadores sob o signo do reconhecimento da nova Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">51<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 data-path-to-node=\"0\"><b data-path-to-node=\"0\" data-index-in-node=\"0\">Conclus\u00e3o \u2014 Formid\u00e1vel saga da cultura e da arte Marajoara\u00a0<\/b><\/h3>\n<p id=\"p-rc_f3ec321507a1d76c-170\" data-path-to-node=\"0\"><span data-path-to-node=\"0,0\">\u00c9gua, mano! Se tu achas que a hist\u00f3ria da grandiosa cultura Marajoara e sua arte ancestral parou no tempo, te orienta, porque a parada \u00e9 de rocha<\/span><span data-path-to-node=\"0,2\"> e vai muito al\u00e9m dos livros! A saga dessa cabocada<\/span><span data-path-to-node=\"0,4\"> genial come\u00e7a l\u00e1 no fundo das eras, nas v\u00e1rzeas e na argila silicosa da nossa foz do Amazonas, derrubando de vez aquele papo torto de &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o perdida&#8221; inventado por gringo de fora<\/span><span data-path-to-node=\"0,6\">. Os caras eram t\u00e3o cabe\u00e7a<\/span><span data-path-to-node=\"0,8\"> que desenharam uma rede de aldeias monumentais, dominaram a alta engenharia com os tesos<\/span><span data-path-to-node=\"0,10\"> para fugir do tor\u00f3<\/span><span data-path-to-node=\"0,12\">, e mantiveram uma organiza\u00e7\u00e3o social baseada na heterarquia, onde o poder era dividido na maciota<\/span><span data-path-to-node=\"0,14\"> entre xam\u00e3s, grandes pescadores e guerreiros duros na queda<\/span><span data-path-to-node=\"0,16\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_f3ec321507a1d76c-171\" data-path-to-node=\"1\"><span data-path-to-node=\"1,0\">E te mete<\/span><span data-path-to-node=\"1,2\"> com a espiritualidade e o cotidiano deles: a morte n\u00e3o era o fim, mas uma passagem chibata<\/span><span data-path-to-node=\"1,4\">! O rito envolvia o enterramento secund\u00e1rio, com os ossos lavados e pintados todinhos com urucum \u2014 a cor vermelha sagrada da for\u00e7a vital e da ancestralidade \u2014, que depois eram guardados com todo amor dentro de urnas cer\u00e2micas purrudas<\/span><span data-path-to-node=\"1,6\"> que lembravam o ventre de uma mulher prenha<\/span><span data-path-to-node=\"1,8\">. A arte policr\u00f4mica, com cauixi e cariap\u00e9 misturados no barro, exibia grafismos precisos inspirados na on\u00e7a e na cobra-grande, refletindo o perspectivismo amer\u00edndio onde bicho e gente trocam de pele na maior fluidez<\/span><span data-path-to-node=\"1,10\">. As mulheres, ali\u00e1s, mandavam na parada com um protagonismo xam\u00e2nico retado, imortalizado nas famosas tangas de cer\u00e2mica e estatuetas acocoradas<\/span><span data-path-to-node=\"1,12\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_f3ec321507a1d76c-172\" data-path-to-node=\"2\"><span data-path-to-node=\"2,0\">S\u00f3 que o tempo passa, o mundo d\u00e1 voltas, e a hist\u00f3ria cobra o seu pre\u00e7o. O apogeu urbano esbandalhou<\/span><span data-path-to-node=\"2,2\"> muito antes de os europeus darem as caras<\/span><span data-path-to-node=\"2,4\">. Quando os colonizadores chegaram, os bravos Aru\u00e3s e Nheenga\u00edbas travaram uma guerra naval de resist\u00eancia nos igarap\u00e9s, at\u00e9 que a malineza<\/span><span data-path-to-node=\"2,6\"> do contato for\u00e7ado e das miss\u00f5es jesu\u00edtas quase apagou o rastro f\u00edsico desse povo<\/span><span data-path-to-node=\"2,8\">. Mas a raiz \u00e9 forte, sumano<\/span><span data-path-to-node=\"2,10\">! No s\u00e9culo XX, essa est\u00e9tica ancestral foi ressuscitada pelo Movimento Neomarajoara, invadindo os pal\u00e1cios e a arquitetura do Brasil moderno \u2014 mesmo que meio higienizada pela elite cheia de pavulagem<\/span><span data-path-to-node=\"2,12\">.<\/span><\/p>\n<p id=\"p-rc_f3ec321507a1d76c-173\" data-path-to-node=\"3\"><span data-path-to-node=\"3,0\">Hoje em dia, a heran\u00e7a marajoara vive e pulsa nas m\u00e3os dos mestres oleiros de Icoaraci e do Paracuri, que transformaram o barro em economia criativa e patrim\u00f4nio imaterial de Bel\u00e9m<\/span><span data-path-to-node=\"3,2\">. Contudo, o perigo \u00e9 real e oficial: o contrabando mafioso listado pelo ICOM e a f\u00faria das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2014 que ora secam os rios e cospem urnas sagradas na lama como em Anaj\u00e1s, ora destroem barrancas com a eros\u00e3o \u2014 amea\u00e7am o que ainda est\u00e1 soterrado<\/span><span data-path-to-node=\"3,4\">. Por isso, salvar essa epopeia depende de uma uni\u00e3o sagrada entre a ci\u00eancia, o IPHAN e os verdadeiros guardi\u00f5es da mem\u00f3ria: os ribeirinhos, os cabocos<\/span><span data-path-to-node=\"3,6\"> e a nossa gente que vive e dorme \u00e0 beira dos rios da Amaz\u00f4nia<\/span><span data-path-to-node=\"3,8\">. \u00c9 de cair o cu da bunda<\/span><span data-path-to-node=\"3,10\"> ver que, se a gente n\u00e3o cuidar, o Brasil amn\u00e9sico deixa apagar o imp\u00e9rio dos nossos antigos donos<\/span><span data-path-to-node=\"3,12\">! T\u00e1 selado<\/span><span data-path-to-node=\"3,14\">!<\/span><\/p>\n<h3><b>Fontes para aprofundamento<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para uma compreens\u00e3o expandida sobre a g\u00eanese das sociedades formadoras do estu\u00e1rio, o debate em torno dos sistemas de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cacicado<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou de estrutura heter\u00e1rquica no Maraj\u00f3 antigo, as ricas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o da Tradi\u00e7\u00e3o Pol\u00edcroma da Amaz\u00f4nia Central e as amea\u00e7as ambientais na Bacia Amaz\u00f4nica listadas na atualidade pelos invent\u00e1rios de organiza\u00e7\u00f5es culturais globais na luta contra o mercado ilegal na justi\u00e7a, recomendam-se fortemente as seguintes obras seminais de estudos avan\u00e7ados de teses acad\u00eamicas e os canais em portugu\u00eas de salvaguarda curatorial que nutriram este texto:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi (MPEG) \u2013 Bel\u00e9m, Par\u00e1:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Uma das mais antigas ag\u00eancias produtoras de publica\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas a basear seu foco material. Refer\u00eancia fundamental na cataloga\u00e7\u00e3o minuciosa e nos laudos de restauro t\u00e9cnico do arquivo contido nos imensos corredores protegidos da Reserva T\u00e9cnica M\u00e1rio Ferreira Sim\u00f5es, acess\u00edvel por acad\u00eamicos. Relat\u00f3rios e peri\u00f3dicos (como o respeitado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Boletim do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">).<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN):<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Autarquia e pilar da base do Estado Brasileiro para fomento das expedi\u00e7\u00f5es essenciais, o resgate obrigat\u00f3rio da lei ambiental nos licenciamentos civis de hidrovias de rios rasos, o mapeamento constante no Sistema de Registro (CNSA) e nos pareceres legais do reconhecimento federal na salvaguarda dos modos imateriais contempor\u00e2neos de artesanato e heran\u00e7a das olarias do bairro de Icoaraci.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Museu do Maraj\u00f3 \u2013 Cachoeira do Arari, Par\u00e1:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Acervo idealizado por um imenso esfor\u00e7o social civil desde a d\u00e9cada long\u00ednqua da chegada do Padre Giovanni Gallo. Fundamental e emblem\u00e1tico para verificar a profunda integra\u00e7\u00e3o de escava\u00e7\u00f5es acidentais ribeirinhas junto com a viva transmiss\u00e3o orat\u00f3ria folcl\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o de respeito ecol\u00f3gico mantida nas viv\u00eancias contempor\u00e2neas e da luta ribeirinha de preserva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de S\u00e3o Paulo:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Guarnecedor proeminente de rica parcela dos acervos antigos hist\u00f3ricos removidos das barrancas exumadas e grande refer\u00eancia sulista indispens\u00e1vel em laborat\u00f3rios da investiga\u00e7\u00e3o das ontologias da dieta isot\u00f3pica ancestral.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>BARRETO, Cristiana; LIMA, Helena Pinto; BETANCOURT, Carla Jaimes (Organiza\u00e7\u00e3o).<\/b> <i><span style=\"font-weight: 400;\">Cer\u00e2micas arqueol\u00f3gicas da Amaz\u00f4nia: rumo a uma nova s\u00edntese.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Editado formalmente pelas frentes parceiras em 2016 (MPEG e IPHAN). Monumental divisor do estado de conhecimento na Amaz\u00f4nia e na foz; esquadrinha teorias avan\u00e7adas recentes acerca das intera\u00e7\u00f5es xam\u00e2nicas fluentes da cer\u00e2mica f\u00fanebre como objeto social com alma, abrangendo amplamente da costa oeste ao Caribe com centenas de ilustra\u00e7\u00f5es visuais do campo escavado.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>SCHAAN, Denise Pahl.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A contribui\u00e7\u00e3o anal\u00edtica profunda sobre a sociedade ribeirinha presente em teses cruciais defendidas a partir de suas duras passagens em escava\u00e7\u00f5es independentes: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A ceramista, seu pote e sua tanga: identidade e pap\u00e9is sociais em um Cacicado Marajoara<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Obra seminal onde se refuta centralidades r\u00edgidas com o enfoque agudo na evid\u00eancia expressiva de ritos de transi\u00e7\u00e3o feminina com pe\u00e7as perfuradas. E obras regionais abrangendo as interpreta\u00e7\u00f5es sociais mais ricas ao longo do tempo como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A linguagem iconogr\u00e1fica da cer\u00e2mica Marajoara<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>ROOSEVELT, Anna Curtenius.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Os volumosos estudos compilados do divisor das teses antropol\u00f3gicas no Hemisf\u00e9rio Ocidental na revolu\u00e7\u00e3o final dos anos noventa do famoso livro em ingl\u00eas: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Moundbuilders of the Amazon: Geophysical Archaeology on Marajo Island, Brazil.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Uma tese vital e indispens\u00e1vel para aprofundamento das geof\u00edsicas documentadas nos fornos gigantes habitacionais superpostos com carbono e com espinhas \u00f3sseas de cardumes no famoso planalto laboratorial estratigr\u00e1fico batizado historicamente como Teso dos Bichos.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>BEZERRA, Marcia.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Os fundamentais e modernos estudos anal\u00edticos sociol\u00f3gicos detalhando o olhar vivo da arqueologia p\u00fablica nas vielas das localidades contempor\u00e2neas e a valiosa ressignifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua n\u00e3o passiva de bens pret\u00e9ritos feita pela comunidade sem titula\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria na costa mar\u00edtima da Ilha do Maraj\u00f3, expresso, por exemplo, na literatura acad\u00eamica no not\u00e1vel artigo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">As moedas dos \u00edndios: um estudo de caso sobre os significados do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico para os moradores da Vila de Joanes<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Conselho Internacional de Museus (ICOM) Brasil.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Entidade mundial autora oficial dos veredictos periciais expressos na not\u00e1vel cartilha <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Red List Brasil (Lista Vermelha)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, publicada com alerta e apoio log\u00edstico emergencial dos anos trinta de 2023. Essencial leitura aos fiscais jur\u00eddicos civis e curadores para a educa\u00e7\u00e3o ampla do quadro das terr\u00edveis tipologias visadas em risco letal do mercado transoce\u00e2nico il\u00edcito contra as leis ambientais sul-americanas das urnas das na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas desaparecidas.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h4><b>Refer\u00eancias citadas<\/b><\/h4>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Museu Goeldi e IPHAN catalogam quatro s\u00edtios arqueol\u00f3gicos no, <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/museugoeldi\/pt-br\/arquivos\/noticias\/museu-goeldi-e-iphan-catalogam-quatro-sitios-arqueologicos-no-municipio-de-anajas\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.gov.br\/museugoeldi\/pt-br\/arquivos\/noticias\/museu-goeldi-e-iphan-catalogam-quatro-sitios-arqueologicos-no-municipio-de-anajas<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s seca, pesquisadores encontram quatro s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, <\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/2024\/01\/15\/pesquisadores-encontram-quatro-sitios-arqueologicos-com-ceramicas-indigenas-no-marajo-no-para.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/2024\/01\/15\/pesquisadores-encontram-quatro-sitios-arqueologicos-com-ceramicas-indigenas-no-marajo-no-para.ghtml<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Seca do rio revela artefatos arqueol\u00f3gicos ind\u00edgenas no Maraj\u00f3 | Par\u00e1, <\/span><a href=\"https:\/\/www.oliberal.com\/para\/seca-do-rio-revela-artefatos-arqueologicos-indigenas-no-marajo-1.767516\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.oliberal.com\/para\/seca-do-rio-revela-artefatos-arqueologicos-indigenas-no-marajo-1.767516<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quatro s\u00edtios arqueol\u00f3gicos com cer\u00e2mica s\u00e3o descobertos no Par\u00e1, <\/span><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/quatro-sitios-arqueologicos-com-ceramica-sao-descobertos-no-para\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/quatro-sitios-arqueologicos-com-ceramica-sao-descobertos-no-para\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Marajoaras \u2013 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marajoaras\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marajoaras<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Culturas de la isla de Maraj\u00f3 &#8211; Pueblos Originarios, <\/span><a href=\"https:\/\/pueblosoriginarios.com\/sur\/amazonia\/marajo\/marajoara.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pueblosoriginarios.com\/sur\/amazonia\/marajo\/marajoara.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">VILLAGE FISSIONING IN AMAZONIA &#8211; T\u00edtulo do site, <\/span><a href=\"https:\/\/leiaarqueologia.files.wordpress.com\/2017\/08\/aula-12_eduardo-neves_village-fishioning-in-amazonia.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/leiaarqueologia.files.wordpress.com\/2017\/08\/aula-12_eduardo-neves_village-fishioning-in-amazonia.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">( PDF ) A linguagem iconogr\u00e1fica da cer\u00e2mica marajoara, <\/span><a href=\"https:\/\/www.livrosgratis.com.br\/ler-livro-online-3467\/a-linguagem-iconografica-da-ceramica-marajoara\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.livrosgratis.com.br\/ler-livro-online-3467\/a-linguagem-iconografica-da-ceramica-marajoara<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Anna Curtenius Roosevelt: The rainforest archaeologist, <\/span><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/en\/anna-curtenius-roosevelt-the-rainforest-archaeologist\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/en\/anna-curtenius-roosevelt-the-rainforest-archaeologist\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Full text of &#8220;Na rota dos arque\u00f3logos da Amaz\u00f4nia &#8211; Internet Archive, <\/span><a href=\"https:\/\/archive.org\/stream\/ROTAmiolo\/ROTAmiolo_djvu.txt\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/archive.org\/stream\/ROTAmiolo\/ROTAmiolo_djvu.txt<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Arte e Ceramica Marajoara | PDF | Museu &#8211; Scribd, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/357568913\/Arte-e-Ceramica-Marajoara\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/357568913\/Arte-e-Ceramica-Marajoara<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">OS ANTIGOS HABITANTES DA ILHA DE MARAJ\u00d3, <\/span><a href=\"http:\/\/marajonamidia.blogspot.com\/2012\/04\/os-antigos-habitantes-da-ilha-de-marajo.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/marajonamidia.blogspot.com\/2012\/04\/os-antigos-habitantes-da-ilha-de-marajo.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O CASO DA CULTURA MARAJOARA, <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/rap\/article\/download\/8635819\/3531\/5462\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/rap\/article\/download\/8635819\/3531\/5462<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Descendentes dos marajoaras, <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/caduc\/article\/download\/2196\/1990\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/caduc\/article\/download\/2196\/1990\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">A matriz Aruaque: etos, l\u00edngua e hist\u00f3ria na Am\u00e9rica do Sul nativa, <\/span><a href=\"https:\/\/revista.sabnet.org\/ojs\/index.php\/sab\/article\/view\/731\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revista.sabnet.org\/ojs\/index.php\/sab\/article\/view\/731<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma janela para a hist\u00f3ria pr\u00e9-colonial da Amaz\u00f4nia: olhando al\u00e9m, <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/bgoeldi\/a\/BgHHgFLD3XHpwXvMgyMkhjq\/?lang=pt&amp;format=pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/bgoeldi\/a\/BgHHgFLD3XHpwXvMgyMkhjq\/?lang=pt&amp;format=pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os Tesos de Maraj\u00f3 &#8211; Hiram Reis e Silva &#8211; Gente de Opini\u00e3o, <\/span><a href=\"https:\/\/www.gentedeopiniao.com.br\/colunista\/hiram-reis-e-silva\/os-tesos-de-marajo\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.gentedeopiniao.com.br\/colunista\/hiram-reis-e-silva\/os-tesos-de-marajo<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Redalyc.Sobre os cacicados Amaz\u00f4nicos, <\/span><a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/5880\/588069652005.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/5880\/588069652005.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Amaz\u00f4nia em 1491, <\/span><a href=\"http:\/\/periodicos.uesc.br\/index.php\/especiaria\/article\/download\/692\/652\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/periodicos.uesc.br\/index.php\/especiaria\/article\/download\/692\/652<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Anna Curtenius Roosevelt: A arque\u00f3loga das florestas, <\/span><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/anna-curtenius-roosevelt-a-arqueologa-das-florestas\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/anna-curtenius-roosevelt-a-arqueologa-das-florestas\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Analises de gr\u00e3os de amido e fit\u00f3litos nas terras altas do sul do Brasil, <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/lepaarq\/article\/view\/7369\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/index.php\/lepaarq\/article\/view\/7369<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como a Arqueologia pode nos informar sobre a alimenta\u00e7\u00e3o dos, <\/span><a href=\"https:\/\/arqueologiaeprehistoria.com\/2021\/01\/14\/como-a-arqueologia-pode-nos-informar-sobre-a-alimentacao-dos-humanos-no-passado\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/arqueologiaeprehistoria.com\/2021\/01\/14\/como-a-arqueologia-pode-nos-informar-sobre-a-alimentacao-dos-humanos-no-passado\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">a cer\u00e2mica marajoara &#8211; faculdades integradas regionais de avar\u00e9, <\/span><a href=\"https:\/\/www.fira.edu.br\/repositorio\/wp-content\/uploads\/tainacan-items\/5\/10366\/OLIVEIRA-TCC-FIRA-ARTES-2017.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.fira.edu.br\/repositorio\/wp-content\/uploads\/tainacan-items\/5\/10366\/OLIVEIRA-TCC-FIRA-ARTES-2017.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">CAIS EM JOANES, ILhA DE MARAJ\u00d3 &#8211; Revista de Arqueologia, <\/span><a href=\"https:\/\/revista.sabnet.org\/ojs\/index.php\/sab\/article\/download\/342\/283\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revista.sabnet.org\/ojs\/index.php\/sab\/article\/download\/342\/283<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">CULTURA MATERIAL E AS SOCIEDADES DA FASE MARAJOARA, <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufpa.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/b60faa7a-790b-4db0-b386-fb59aa020418\/content\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/repositorio.ufpa.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/b60faa7a-790b-4db0-b386-fb59aa020418\/content<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ilha de Maraj\u00f3: dados, geografia, economia &#8211; Brasil Escola &#8211; UOL, <\/span><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/brasil\/ilha-de-marajo.htm\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/brasil\/ilha-de-marajo.htm<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pr\u00e9-Hist\u00f3ria Do Nordeste Do Brasil. MARTIN, G. (2005) . | PDF &#8211; Scribd, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/419890152\/Pre-historia-Do-Nordeste-Do-Brasil-MARTIN-G-2005\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/419890152\/Pre-historia-Do-Nordeste-Do-Brasil-MARTIN-G-2005<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Pr\u00e9-Hist\u00f3ria do Nordeste do Brasil | PDF | Arqueologia &#8211; Scribd, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/637856400\/Untitled\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/637856400\/Untitled<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mestre Cardoso &#8211; Arte Popular do Brasil, <\/span><a href=\"http:\/\/artepopularbrasil.blogspot.com\/2010\/12\/mestre-cardoso.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/artepopularbrasil.blogspot.com\/2010\/12\/mestre-cardoso.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">(PDF) Cer\u00e2micas Arqueol\u00f3gicas da Amaz\u00f4nia: Rumo a uma nova, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/303893109_Ceramicas_Arqueologicas_da_Amazonia_Rumo_a_uma_nova_sintese\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/303893109_Ceramicas_Arqueologicas_da_Amazonia_Rumo_a_uma_nova_sintese<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">cer\u00e2micas arqueol\u00f3gicas da amaz\u00f4nia &#8211; Instituto Mamirau\u00e1, <\/span><a href=\"https:\/\/mamiraua.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/A-Tradicao-Policroma-da-Amazonia.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/mamiraua.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/A-Tradicao-Policroma-da-Amazonia.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Arte marajoara Patrim\u00f4nio Cultural &#8211; Uru\u00e1-Tapera, <\/span><a href=\"https:\/\/uruatapera.com\/arte-marajoara-patrimonio-cultural\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/uruatapera.com\/arte-marajoara-patrimonio-cultural\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">testemunhos funer\u00e1rios da ilha do maraj\u00f3 no museu dr. santos, <\/span><a href=\"https:\/\/run.unl.pt\/bitstream\/10362\/5570\/1\/TROUFFLARD%202010.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/run.unl.pt\/bitstream\/10362\/5570\/1\/TROUFFLARD%202010.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">(PDF) Cer\u00e2mica e complexidade social na Amaz\u00f4nia antiga, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/273134986_Ceramica_e_complexidade_social_na_Amazonia_antiga_uma_perspectiva_desde_Marajo\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/273134986_Ceramica_e_complexidade_social_na_Amazonia_antiga_uma_perspectiva_desde_Marajo<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Arqueologia Amaznica 1 &#8211; Pereira e Guapindaia Orgs | PDF &#8211; Scribd, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/517182971\/Arqueologia-Amaznica-1-Pereira-e-Guapindaia-orgs\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/517182971\/Arqueologia-Amaznica-1-Pereira-e-Guapindaia-orgs<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">os bancos de cer\u00e2mica marajoara: seus contextos e poss\u00edveis, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/305333991_OS_BANCOS_DE_CERAMICA_MARAJOARA_SEUS_CONTEXTOS_E_POSSIVEIS_SIGNIFICADOS_SIMBOLICOS\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/305333991_OS_BANCOS_DE_CERAMICA_MARAJOARA_SEUS_CONTEXTOS_E_POSSIVEIS_SIGNIFICADOS_SIMBOLICOS<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">arte e estilo na cer\u00e2mica funer\u00e1ria da amaz\u00f4nia &#8211; Teses USP, <\/span><a href=\"https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/71\/71131\/tde-30042009-095746\/publico\/tde_Cristiana_Barreto.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/71\/71131\/tde-30042009-095746\/publico\/tde_Cristiana_Barreto.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">as revoltosas: a cer\u00e2mica marajoara entre o corpo ancestral, <\/span><a href=\"https:\/\/bdm.ufpa.br\/bitstreams\/3fc77c4d-9754-4529-b922-513478eed254\/download\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/bdm.ufpa.br\/bitstreams\/3fc77c4d-9754-4529-b922-513478eed254\/download<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cer\u00e2mica Marajoara: Tanga 1 &#8211; Terra Brasilis Did\u00e1ticos, <\/span><a href=\"https:\/\/terrabrasilisdidaticos.com.br\/produto\/ceramica-marajoara-tanga-1\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/terrabrasilisdidaticos.com.br\/produto\/ceramica-marajoara-tanga-1\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">teorias de g\u00eanero e feminismos na arqueologia brasileira &#8211; Dialnet, <\/span><a href=\"https:\/\/dialnet.unirioja.es\/descarga\/articulo\/7129095.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/dialnet.unirioja.es\/descarga\/articulo\/7129095.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O povo das \u00e1guas e sua expans\u00e3o territorial &#8211; Revista de Arqueologia, <\/span><a href=\"https:\/\/revista.sabnet.org\/index.php\/sab\/article\/download\/189\/409\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revista.sabnet.org\/index.php\/sab\/article\/download\/189\/409<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tanga cer\u00e2mica retirada de dentro de urna funer\u00e1ria durante, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/figure\/Tanga-ceramica-retirada-de-dentro-de-urna-funeraria-durante-escavacao-do-teso-Belem-Foto_fig1_321985027\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/figure\/Tanga-ceramica-retirada-de-dentro-de-urna-funeraria-durante-escavacao-do-teso-Belem-Foto_fig1_321985027<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estatueta f\u00e1lico-feminina e tanga cer\u00e2micas. A vagina da, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/figure\/Estatueta-falico-feminina-e-tanga-ceramicas-A-vagina-da-estatueta-e-o-signo-grafico_fig2_321985027\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/figure\/Estatueta-falico-feminina-e-tanga-ceramicas-A-vagina-da-estatueta-e-o-signo-grafico_fig2_321985027<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">OBJETOS E IMAGENS NO MARAJ\u00d3 ANTIGO: &#8211; Teses USP, <\/span><a href=\"https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/71\/71131\/tde-19022018-143407\/publico\/EmersonNobreREVISADA.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/71\/71131\/tde-19022018-143407\/publico\/EmersonNobreREVISADA.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na seara das cousas ind\u00edgenas: cer\u00e2mica marajoara, arte nacional, <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufpa.br\/bitstreams\/7a88e508-73ff-43ef-82d4-62e042510b49\/download\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/repositorio.ufpa.br\/bitstreams\/7a88e508-73ff-43ef-82d4-62e042510b49\/download<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cat\u00e1logo Cer\u00e2mica Marajoara.cdr, <\/span><a href=\"https:\/\/www.ipatrimonio.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ipatrimonio-bel%C3%A9m-cer%C3%A2mica-marajoara-Fonte-Lilian-Bayma-de-Amorim.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.ipatrimonio.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/ipatrimonio-bel%C3%A9m-cer%C3%A2mica-marajoara-Fonte-Lilian-Bayma-de-Amorim.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">cultura marajoara | conhe\u00e7a esta civiliza\u00e7\u00e3o desaparecida, <\/span><a href=\"https:\/\/citaliarestauro.com\/cultura-marajoara-brasil\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/citaliarestauro.com\/cultura-marajoara-brasil\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tribos, Cacicados ou Estados? A dualidade e centraliza\u00e7\u00e3o da, <\/span><a href=\"https:\/\/revistas.usp.br\/revmae\/article\/download\/89795\/92596\/128597\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revistas.usp.br\/revmae\/article\/download\/89795\/92596\/128597<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">universidade federal de uberl\u00e2ndia, <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufu.br\/bitstream\/123456789\/48571\/1\/NarrativasMarajoColonialismo.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/repositorio.ufu.br\/bitstream\/123456789\/48571\/1\/NarrativasMarajoColonialismo.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">MARAJ\u00d3, <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/041afe60-242d-43aa-804c-f88e3da09d87\/content\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/041afe60-242d-43aa-804c-f88e3da09d87\/content<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00edtios arqueol\u00f3gicos do Par\u00e1: conhe\u00e7a locais abertos \u00e0 visita\u00e7\u00e3o, <\/span><a href=\"https:\/\/diariodopara.com.br\/cotidiano\/mais-de-23-mil-sitios-arqueologicos-revelam-a-historia-dos-primeiros-povos-do-para-veja-onde-visitar\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/diariodopara.com.br\/cotidiano\/mais-de-23-mil-sitios-arqueologicos-revelam-a-historia-dos-primeiros-povos-do-para-veja-onde-visitar\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs moedas dos \u00edndios\u201d: um estudo de caso sobre os significados, <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/bgoeldi\/a\/TsLR7ycP66RwpVhRbHbzcwL\/?format=pdf&amp;lang=pt\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/bgoeldi\/a\/TsLR7ycP66RwpVhRbHbzcwL\/?format=pdf&amp;lang=pt<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre a l\u00edngua Aru\u00e3 (Araw\u00e1k) (Ribeiro 2010), <\/span><a href=\"http:\/\/www.etnolinguistica.org\/doc:10\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.etnolinguistica.org\/doc:10<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cadernos de Ensino: Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o | PDF &#8211; Scribd, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/882978990\/Cadernos-de-Ensino-Pesquisa-e-Extensao-Volume-15-Pesquisa\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.scribd.com\/document\/882978990\/Cadernos-de-Ensino-Pesquisa-e-Extensao-Volume-15-Pesquisa<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O ESTILO SOB SUSPEITA | arquimuseus, <\/span><a href=\"https:\/\/arquimuseus.arq.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2024-08-o-estilo-sob-suspeita-diego-nogueira-dias.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/arquimuseus.arq.br\/w\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2024-08-o-estilo-sob-suspeita-diego-nogueira-dias.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">manoel de oliveira pastana: em busca de uma arte verdadeiramente, <\/span><a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/35739132\/MANOEL_DE_OLIVEIRA_PASTANA_EM_BUSCA_DE_UMA_ARTE_VERDADEIRAMENTE_NACIONAL\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.academia.edu\/35739132\/MANOEL_DE_OLIVEIRA_PASTANA_EM_BUSCA_DE_UMA_ARTE_VERDADEIRAMENTE_NACIONAL<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">As Voltas do Tempo: As reminisc\u00eancias de um projeto de identidade, <\/span><a href=\"https:\/\/ppgartes.propesp.ufpa.br\/disserta%C3%A7%C3%B5es\/2009\/Telma%20Saraiva%20dos%20Santos%20-%20As%20Voltas%20do%20Tempo_%20As%20reminisc%C3%AAncias%20de%20um%20projeto%20de%20ident.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/ppgartes.propesp.ufpa.br\/disserta%C3%A7%C3%B5es\/2009\/Telma%20Saraiva%20dos%20Santos%20-%20As%20Voltas%20do%20Tempo_%20As%20reminisc%C3%AAncias%20de%20um%20projeto%20de%20ident.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das ru\u00ednas: a Arqueologia Urbana como modo de reconhecer, <\/span><a href=\"https:\/\/assets.zyrosite.com\/AR01nnRXq1s8nwp2\/98-cqD818XkIQ1JQPyr.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/assets.zyrosite.com\/AR01nnRXq1s8nwp2\/98-cqD818XkIQ1JQPyr.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">EST\u00c9TICA DOS REGIMES AUTORIT\u00c1RIOS E TOTALIT\u00c1RIOS, <\/span><a href=\"https:\/\/site.unibo.it\/refat\/en\/publications\/estetica-dos-regimes-autorit-rios-e-totalit-rios\/@@download\/attachment\/2021_estetica%20regimes.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/site.unibo.it\/refat\/en\/publications\/estetica-dos-regimes-autorit-rios-e-totalit-rios\/@@download\/attachment\/2021_estetica%20regimes.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Oitocentos &#8211; Tomo I &#8211; Arte Brasileira &#8211; PDFCOFFEE.COM, <\/span><a href=\"https:\/\/pdfcoffee.com\/oitocentos-tomo-i-arte-brasileira-pdf-free.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pdfcoffee.com\/oitocentos-tomo-i-arte-brasileira-pdf-free.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mestre Cardoso \u2013 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mestre_Cardoso\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mestre_Cardoso<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Espa\u00e7o Marivaldo Arte Cer\u00e2mica &#8211; MuseusBr, <\/span><a href=\"https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/pontos-de-memoria\/espaco-marivaldo-arte-ceramica\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/pontos-de-memoria\/espaco-marivaldo-arte-ceramica\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cer\u00e2mica de Icoaraci \u2013 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre, <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cer%C3%A2mica_de_Icoaraci\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cer%C3%A2mica_de_Icoaraci<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cer\u00e2mica de Icoaraci, em Bel\u00e9m do Par\u00e1, \u00e9 patrim\u00f4nio cultural e, <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/podcast\/mosaico-cultural\/2024\/09\/10\/ceramica-de-icoaraci-em-belem-do-para-e-patrimonio-cultural-e-resgata-cultura-amazonica\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/podcast\/mosaico-cultural\/2024\/09\/10\/ceramica-de-icoaraci-em-belem-do-para-e-patrimonio-cultural-e-resgata-cultura-amazonica\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Paracuri- territ\u00f3rio do artesanato marajoara &#8211; Blog FURO, <\/span><a href=\"http:\/\/rogerioalmeidafuro.blogspot.com\/2008\/12\/paracuri-territrio-do-artesanato.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/rogerioalmeidafuro.blogspot.com\/2008\/12\/paracuri-territrio-do-artesanato.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Prefeito reconhece o Artesanato Cer\u00e2mico de Icoaraci como, <\/span><a href=\"https:\/\/agenciabelem.com.br\/Noticia\/224500\/prefeito-reconhece-o-artesanato-ceramico-de-icoaraci-como-patrimonio-cultural-de-natureza-imaterial-de-belem\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/agenciabelem.com.br\/Noticia\/224500\/prefeito-reconhece-o-artesanato-ceramico-de-icoaraci-como-patrimonio-cultural-de-natureza-imaterial-de-belem<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">estado do par\u00e1 &#8211; Camara Municipal de Bel\u00e9m, <\/span><a href=\"https:\/\/cmb.pa.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Proc.-878-2021-Renan.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/cmb.pa.gov.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Proc.-878-2021-Renan.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">(PDF) INDICA\u00c7\u00c3O GEOGR\u00c1FICA DA CER\u00c2MICA DE ICOARACI, <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/382211107_INDICACAO_GEOGRAFICA_DA_CERAMICA_DE_ICOARACI_DESAFIOS_E_OPORTUNIDADES\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/382211107_INDICACAO_GEOGRAFICA_DA_CERAMICA_DE_ICOARACI_DESAFIOS_E_OPORTUNIDADES<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Red List Brasil: Em defesa do Patrim\u00f4nio em risco &#8211; ARTE!Brasileiros, <\/span><a href=\"https:\/\/artebrasileiros.com.br\/arte\/red-list-brasil-em-defesa-do-patrimonio-em-risco\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/artebrasileiros.com.br\/arte\/red-list-brasil-em-defesa-do-patrimonio-em-risco\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">ICOM lan\u00e7a Red List Brasil &#8211; ARTE!Brasileiros, <\/span><a href=\"https:\/\/artebrasileiros.com.br\/arte\/patrimonio\/icom-lanca-red-list-que-ajuda-a-identificar-objetos-culturais-em-risco-de-trafico\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/artebrasileiros.com.br\/arte\/patrimonio\/icom-lanca-red-list-que-ajuda-a-identificar-objetos-culturais-em-risco-de-trafico\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Brasil divulga lista de objetos culturais que correm risco de serem, <\/span><a href=\"https:\/\/diariosm.com.br\/noticias\/geral\/brasil-divulga-lista-de-objetos-culturais-que-correm-risco-de-serem-traficados.511234\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/diariosm.com.br\/noticias\/geral\/brasil-divulga-lista-de-objetos-culturais-que-correm-risco-de-serem-traficados.511234<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Biografia cultural-museol\u00f3gica: o caso da cole\u00e7\u00e3o Banco Santos no, <\/span><a href=\"https:\/\/revistas.usp.br\/anaismp\/article\/view\/222396\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revistas.usp.br\/anaismp\/article\/view\/222396<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Biografia cultural-museol\u00f3gica: o caso da cole\u00e7\u00e3o Banco Santos no, <\/span><a href=\"https:\/\/revistas.usp.br\/anaismp\/pt_BR\/article\/view\/222396\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/revistas.usp.br\/anaismp\/pt_BR\/article\/view\/222396<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Caderno I &#8211; Manguezais e Mudan\u00e7as do Clima, <\/span><a href=\"https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/fundacaoflorestal\/2025\/03\/Caderno-I-Manguezais-e-Mudancas-do-Clima.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/smastr16.blob.core.windows.net\/fundacaoflorestal\/2025\/03\/Caderno-I-Manguezais-e-Mudancas-do-Clima.pdf<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Acta Amazonica, <\/span><a href=\"https:\/\/acta.inpa.gov.br\/fasciculos\/41-1\/BODY\/v41n1a02.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/acta.inpa.gov.br\/fasciculos\/41-1\/BODY\/v41n1a02.html<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Artefato marajoara \u00e9 restaurado e est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico no, <\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/2025\/12\/10\/artefato-marajoara-e-restaurado-e-esta-em-exposicao-para-o-publico-no-para.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/noticia\/2025\/12\/10\/artefato-marajoara-e-restaurado-e-esta-em-exposicao-para-o-publico-no-para.ghtml<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quatro novos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos s\u00e3o descobertos em Maraj\u00f3, no, <\/span><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/quatro-novos-sitios-arqueologicos-sao-descobertos-em-marajo-no-para\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/istoedinheiro.com.br\/quatro-novos-sitios-arqueologicos-sao-descobertos-em-marajo-no-para<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Museu de Maraj\u00f3 &#8211; Padre Giovanni Gallo &#8211; Guia das Artes, <\/span><a href=\"https:\/\/www.guiadasartes.com.br\/para\/museu-de-marajo---padre-giovanni-gallo\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.guiadasartes.com.br\/para\/museu-de-marajo&#8212;padre-giovanni-gallo<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Museu do Maraj\u00f3 \u2013 A\u00e7\u00f5es realizadas no per\u00edodo 2007-2009 \/ Paulo, <\/span><a href=\"https:\/\/museudomarajo.wordpress.com\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/museudomarajo.wordpress.com\/<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">As Cores do Passado &#8211; na Amaz\u00f4nia: o patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico no, <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.ufpa.br\/index.php\/amazonica\/article\/download\/1875\/2269\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/periodicos.ufpa.br\/index.php\/amazonica\/article\/download\/1875\/2269<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">FUNDA\u00c7\u00c3O GETULIO VARGAS CENTRO DE PESQUISA E, <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.museu-goeldi.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/54178f73-253b-446b-b36c-ddfb5559c2e9\/content\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/repositorio.museu-goeldi.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/54178f73-253b-446b-b36c-ddfb5559c2e9\/content<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">O Museu Goeldi e a pesquisa arqueol\u00f3gica, <\/span><a href=\"http:\/\/scielo.iec.gov.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1981-81222009000100014\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/scielo.iec.gov.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1981-81222009000100014<\/span><\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9gua, mano, muito al\u00e9m daquela potoca de civiliza\u00e7\u00e3o perdida, as evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas mostram como os antigos l\u00e1 da Ilha de Maraj\u00f3 ajeitaram a paisagem da Amaz\u00f4nia. Eles criaram uma arte maceta e deixaram um legado que, hoje em dia, \u00e9 duro na queda contra o tempo e as mudan\u00e7as de clima. 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